Sumol Summer Fest na Ericeira: um fim-de-semana repleto de boa onda e boa música

Reportagem (texto e fotos) de Patrícia Vistas

Fim-de-semana perfeito, com boas vibrações e boa música é como se pode resumir, o último fim-de-semana passado na Ericeira, sobre o espírito do Sumol Summer Fest, o festival boa onda, em que o surf e a música reggae predominam, numa produção da Música no Coração.

O ambiente às portas da Ericeira estava ao rubro, filas de carros equiparavam-se às filas de pessoas que caminhavam em direcção ao recinto do Festival. Este ano trocou-se a areia da praia de Ribeira D’ilhas pelo alcatrão do parque de estacionamento do Parque de Campismo da Ericeira.

A ansiedade respirava-se no ar, prometia-se um festival esgotado e assim foi, durante duas noites quentes que atraíram o publico mais jovem a entrar na onda das boas vibrações. Festejou-se o inicio do Verão como que de um ritual se tratasse,   desde o início do festival com os Terrakota até ao fim do mesmo com Gentleman.

O publico vibrou de início ao fim, sempre pronto para levantar os braços e dançar ao som da música, correspondendo sempre às vontades dos artistas que tanto estiveram com eles. O grande momento de emoção de sexta-feira deveu-se à vocalista de Blue King Brow, que leu em português um texto apelativo à paz e à humanidade, pondo todos os festivaleiros de braços no ar, a aplaudir por um mundo melhor.

Entrou-se numa nova era quando os californianos Groudation entraram em grande estilo, e brilharam como estaria previsto que o fizessem. A noite fechou com o brasileiro Marcelo D2, que foi acompanhado em coro pelo público,e que com a sua ajuda prometeu abafar a tenda electrónica e assim o fez, em conjunto com Marcelinho da Lua e Angelo B, que subiram ao palco para cantarem com ele alguns temas, esta carioca entrou e saiu a abrir deste concerto.

Sábado, com o sol a esconder-se e a noite a começar subiram ao palco os “tugas” Quaiss Kitir, que misturaram o reggae com ska, animando assim o público no início de mais uma grande noite de Festival.
Frankie Chavez entrou a seguir, mostrando a sua boa disposição e à vontade em palco, transformando o público numa plateia dançante ao ritmo do folk e do blues. O músico não era cabeça de cartaz mas bem que poderia ter sido, Matisyahu marca pela presença, voz e mensagem que leva aos seus inúmeros fãs.

O grande momento do festival ficou nas mãos de Gentleman, que desceu orgulhoso até ao meio da multidão e terminou com ela o último tema da noite, no meio de braços e abraços de festivaleiros a cantar com ele, encerrando assim os concertos desta edição.

“Foi o desfecho perfeito”, ouvia-se dizer ao público, ainda em êxtase com o concerto a que acabava de assistir. Mas mais que celebrar a música, foram vários os grupos de amigos que se juntaram para celebrar o primeiro festival de Verão, com areia e surf à mistura, não fosse Ribeira D’ilhas umas das praias mais famosas em território nacional, para a prática de surf.  Segue-se o Delta Tejo no próximo fim-de-semana, dedicado à música oriunda dos países produtores de café.

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