Sudoeste TMN: 2º dia vibrou entre o ritmo de Jamiroquai e a ternura de Colbie Caillat

O segundo dia do Sudoeste arrancou debaixo de um forte calor, e prometia uma noite animada e quente, ao som de Jamiroquai, Lykke Li, Magazino ou Zion Train, temperada com a ternura e a voz melodiosa de Colbie Caillat.

O dia começou mais cedo que o anterior, a montanha russa, o downloader do Sapo, o slider e o elástico da Hyndai entretinham os festivaleiros antes e entre concertos. Outra área que também registava já algum movimento foi o speed flirt, na Flirt Zona da tmn, tudo para animar quem já estava no recinto.

Entre os festivaleiros que estavam acampados, era hora de regressar da praia e do canal, tomar duche e preparar-se para jantar, na tenda, no parque de campismo ou no recinto do festival, nos diversos espaços de restauração, como o Psicológico, habitual nos festivais, do Delta Tejo na Ajuda, ao Super Bock no Meco, até aqui à Zambujeira.

Cartões dos cachorros, papéis, copos e garrafas de plástico começam a cobrir o relvado do recinto, mas aqui, tal como em outros festivais incentiva-se a reciclagem e o pensamento “verde”.

Cada saco com lixo para reciclagem (um pequeno, previamente distribuído em dois ecopontos, um no recinto e outro no campismo) entregue na loja azul – TMN, dava direito a ecos (a moeda do festival), depois estes podiam ser trocados por diversos prémios, como panamás, bolsas para telefone, bolas e raquetes de praia, mochilas e um dos prémios mais apetecíveis e dos primeiros a esgotar, um relógio azul-turquesa tmn.  Uma iniciativa que registou grande adesão por parte dos festivaleiros, segundo explicou ao C&H, o responsável pelos voluntários da loja azul.

Com o cair da noite, o público ía aumentando, os primeiros concertos arrancaram antes das 20h00, com a portuguesa Emmy Curl no Palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa, conhecida pelo seu estilo alternativo, entretanto, no Palco TMN, as honras de abertura cabiam aos Expensive Soul, que com o seu estilo cheio de ritmo, numa combinação de soul, funk e reggae, animaram o público presente, que dançaram ao som de alguns temas como “13 Mulheres”, “Eu não sei”, “O amor é mágico”, entre outros temas do último trabalho da banda portuguesa.

Pouco tempo depois, Dino mudou de “pele”, e subiu ao Palco Sudoeste na companhia de Virgul (dos da Wasel), o projecto dos dois chama-se Nu Soul Family, e tem feito furor nos festivais de Verão deste ano (do Rock in Rio, ao Delta Tejo), e nos concertos de promoção do novo álbum do grupo, editado este ano pela Universal.

Pouco depois das 21h00, era a vez de James Morrison actuar no Palco TMN. O jovem artista britânico arrancou muitos suspiros das fãs mais jovens que aguardavam para o ver, logo nas primeiras filas do concerto, mesmo assim, só no final do concerto, quando o músico interpretou temas como “Broken Strings”, “You Give Me Somehting”, (gravado com Nelly Furtado), e uma versão sua de “Master Blaster”, de Stevie Wonder, é que o público teve uma reacção mais enérgica e entusiasta.

A mistura do “funk” com a “house” pôs o público (já significativo em número) a dançar, ao som de temas como “This Is For My People”, “Please Don’t Tell Me”, “Ca Bo Deixa (Mi So)” (um tema dedicado a todas as mulheres), um medley que incluiu temas como “Holiday” de Madonna, “Lady (Hear Me Tonight)” de Modjo ou “Music Sounds Better With You” de Stardust.

Um dos momentos mais marcantes do concerto foi sem dúvida a homenagem a António Feio, recentemente falecido, com Virgul a relembrar a frase lema do actor: “Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer”. Uma mensagem que toda a gente se esforçou por cumprir à letra aqui no Sudoeste.

Depois deste jovem “parte-corações” foi a vez das senhoras encantarem e arrancarem suspiros no Sudoeste. No Palco Sudoeste Ladi6, nome pelo qual é conhecida a neo-zelandesa Karoline Tamati, que interpretou temas como “Walk Right Up”, animou o público presente, ao ritmo do hip hop.

Num estilo mais soft, mais íntimo, a bela Colbie Caillat subiu ao Palco TMN e proporcionou um dos momentos mais ternos e românticos do festival, sempre acompanhada das fãs femininas, que mostraram saber as letras de cor e salteado.

Temas como “Bubly”, “Realize”, “Fallin”, “I never told you” ou “Fearless”, fizeram as delícias dos fãs mais românticos. Em “Lucky”, Colbie contou com o apoio do seu guitarrista, nas partes interpretadas por Jason Mraz, e chegaram a encenou um ligeiro flirting. Imprevisível foi a entrada de um convidado especial, que trouxe um dos hinos do reggae para cima do palco: “No woman no Cry”.

A senhora que se seguiu foi a sueca Lykke Li, que tinha à sua espera uma plateia cheia e que foi ao rubro, especialmente nos temas mais antigos, como “I’m Good, I’m Gone” ou “Little Bit”, encerrando em grande esta segunda noite do Palco Sudoeste, que minutos depois dava a vez à Groovebox.

O palco dedicado à electrónica animou as hostes deste segundo dia, da 00h20 até pouco depois das 5h30, com o Dj Shadow Live, Guillaume & The Coutu Dumonts Live, Petre Inspirescu e Magazino.

Depois da meia-noite chegou certamente um dos momentos mais esperados desta 14ª edição do Sudoeste, com Jamiroquai a actuar no Palco TMN. No penúltimo concerto da noite, Jay Kay deu um verdadeiro espectáculo de palco e musical, sempre a correr de um lado para o outro, com o seu chapéu de penas, e a dançar, incitando também o público a dançar ao melhor ritmo do “funk”, ao som de êxitos como “Virtual Insanity”, “Canned Heat”, “Alright”, “You give me something”, “Little L”, “Cosmic girl” e “Love Foolosophy”. E como não podia faltar, na hora da despedida, o “monstruoso” sucesso “Deeper Underground”, da banda sonora de Godzilla.

A terminar as actuações no palco principal, os portugueses Orelha Negra, compostos por Sam The Kid, Francisco Rebelo e João Gomes dos Cool Hipnoise, o omnipresente baterista Fred e o DJ Cruzfader, puseram os festivaleiros a dançar, numa mistura de funk e soul, reinterpretando temas como “Groove Is In The Heart” de  Dee-Lite, “I’ve Got The Power”, dos Snap, passando por “Can’t Touch This”, de MC Hammer ou, mais tarde, “Crazy In Love”, de Beyoncé, e “I’m No Good”, de Amy Winehouse.

E a noite continuou até de manhã, sempre a dançar, tal como esteve sempre o público do Palco Sapo Positive Vibes, que neste dia contou com as presenças de Human Chlice, Zion Train, Jah Cure e Herb-a-lize it.

Neste segundo dia passaram pelo recinto cerca de 40 000 festivaleiros, segundo a produtora Música no Coração.

Texto de Elsa Furtado e Cristina Alves
Fotos de Francisco Lourenç, Telmo Marques e Elsa Furtado

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