Serões Musicais No Palácio da Pena Dão As Boas Vindas À Primavera

De 4 a 25 de março decorre a 3ª edição dos Serões Musicais no Palácio da Pena, para celebrar a chegada da primavera, com música do período romântico.

Em cada um dos quatro sábados do mês recria-se no Salão Nobre do Palácio Nacional da Pena o espírito dos saraus que ali aconteceram na época de D. Fernando II. Esta terceira edição conta com intérpretes nacionais e internacionais, como Vasco Dantas, João Paulo Santos, Christian Hilz, Siphiwe McKenzie e Marco Alves dos Santos, que nos apresentam peças de compositores do século XIX, como Franz Liszt e Johannes Brahms, e também obras de artistas plásticos seus contemporâneos, como Alfredo Keil e Rafael Bordalo Pinheiro, em serões que pretendem harmonizar a música com a imagem.

O concerto de abertura – As Peregrinações Musicais de Franz Liszt tem lugar a 4 de março, às 21h00, no Salão Nobre, e o piano será o grande protagonista. O jovem pianista português Vasco Dantas apresenta um recital em que revisita Bach, Schubert e Wagner através da obra do compositor húngaro Franz Liszt.

Já no dia 11 de março, às 21h00, no Salão Nobre, Ana Franco (soprano), Cátia Moreso (meio-soprano), João Cipriano Martins (tenor), Nuno Dias (baixo), Pedro Meireles (violino) e João Paulo Santos (piano) apresentam o concerto Bordalo Pinheiro: Um Mosaico Da Vida Musical de Lisboa, um recital inspirado nas obras literária e gráfica de Rafael Bordalo Pinheiro, que proporciona uma viagem aos grandes sucessos operáticos do início dos anos 1880, inclusive a primeira audição de uma obra de Wagner no Teatro São Carlos, um dos palcos privilegiados do artista português.

Siphiwe McKenzie (soprano), Marco Alves dos Santos (tenor), Irene Lima (violoncelo) e João Paulo Santos (piano) apresentam-se no dia 18 de março, às 21h00, no Salão Nobre, num concerto inteiramente consagrado à figura de Alfredo Keil, artista de múltiplos talentos cuja influência se sente em áreas tão distintas como a pintura, a fotografia e a música. Autor de inúmeras miniaturas musicais e também do hino nacional e da primeira ópera de temática portuguesa, Keil inspirou este serão Alfredo Keil: da Pintura à Música, de faceta mais intimista, em que se pretende explorar uma leitura cruzada entre música e artes plásticas.

Seguindo a tradição iniciada pelo próprio Johannes Brahms e pelo barítono Julius Stockhausen, o concerto de dia 25 de março, pelas 21h00, no Salão Nobre, resume o enredo do romance de Ludwig Tieck, A Maravilhosa História de Amor da Bela Magelone e do Conde Pedro da Provença. De um romance a partir do qual Brahms compôs o seu único verdadeiro ciclo de Lieder, que aqui será interpretado pelo reputado barítono alemão Christian Hilz, acompanhado ao piano por Tatiana Korsunskaya, neste recital as canções são ligadas pela narração da atriz Lígia Roque que resume a história da princesa Magelone, num Serão intitulado Johannes Brahms: A Bela Magelone.

Os bilhetes custam 10 euros e estão à venda online, no local e nos locais habituais.

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