“A Sementinha no Jardim Zoológico” é a a obra de estreia da editora Quebra-Nozes dedicada aos mais pequenos

sementinhaO livro infantil A Sementinha no Jardim Zoológico, da autoria de Isabel Loureiro, com ilustrações de Norberto Nunes foi lançado no passado fim-de-semana, e como não podia deixar de ser, a festa foi no Jardim Zoológico de Lisboa.

Este livro marca não só o regresso da Sementinha, como também a estreia da editora Quebra-Nozes (uma chancela do grupo Saída de Emergência) no mundo dos livros infantis, uma editora que, segundo Maria João Mota, “foi feita a pensar nas crianças, tendo por objectivo crescer com elas”. Em dia de lançamento, a responsável da editora mostrou-se bastante contente, principalmente por se tratar de um livro com autora e ilustrador portugueses, o que “nos permite uma maior proximidade”, afirmou ao C&H.

Apesar da Sementinha já ser conhecida do livro A Viagem da Sementinha, reeditado este ano pela Everest Editora, A Sementinha no Jardim Zoológico é o primeiro livro da colecção “Sementinhas”, constituída ao todo por nove livros.

Isabel Loureiro, a autora e que gosta de ser chamada por todos os meninos de “vovó” conta que “a ideia surgiu quando cortei uma maçã em vários gomos e dentro da maçã estvam oito sementes. Daí decidi fazer uma história para cada uma dessas oito sementes, que são irmãs e que vão seguir caminhos distintos e só no nono livro é que se vão encontrar”, contou ao C&H.convite

A primeira história foi escrita a pensar no Zoo, e conta a aventura da sementinha Cristina, que vai ao Jardim Zoológico com quatro amiguinhos ver os animais selvagens, como gostou tanto de um macaquito e quer apadrinhá-lo. Segundo a editora, esta foi também uma forma de “homenagear o Zoo no ano em que ele comemora 125 anos de existência”.

Helena Pereira, responsável da Direcção de Marketing e Comercial do Zoo, que também esteve presente no lançamento do livro, mostrou-se bastante honrada com esta homenagem e considerou ser “muito importante haverem autores que promovem este espaço de Lisboa, principalmente com todas as inovações que temos feito”.

Ao primeiro livro segue-se a história da semente Catita, que num passeio pela floresta encontra personagens como a Carochinha, o João Ratão e o Patinho Feio. E se no terceiro livro, a semente Matilde sonha que vai à lua, na quarta história a semente Helena pede aos seus amigos para a levarem à escola, onde vive muitas aventuras.

A semente Beatriz, a protagonista do quinto livro, atravessa o Oceano Atlântico e vai ao Brasil e conhece Copacabana escondida na mochila de uma menina. As sementes Mafalda e Sofia são as duas últimas a serem apresentadas, enquanto a primeira vai à Itália, onde ao atirar uma moeda na Fontana de Trevi, em Roma, em vez de ver realizados os seus desejos acaba por cair na fonte; a semente Sofia vai a Espanha, onde vive a Rainha Sofia.

A autora lembra ainda que, em todas as histórias “cada sementinha tem os seus amigos, que são inspirados nos meus netos e sobrinhos, e cada uma está à descoberta da nossa sociedade e da natureza”.

Para Isabel Loureiro, “sendo as crianças muito visuais, as ilustrações de todos os livros, da autoria do pintor Norberto Nunes, também merecem especial atenção por parte de todos os meninos, que graças a elas podem compreender melhor a história e dar asas à sua imaginação”.

Isabel Loureiro e Norberto Nunes já  trabalharam juntos há mais de 30 anos, altura em que a autora escrevia livros escolares e o ilustrador os ilustrava. Já este ano voltaram a juntar-se na reedição do livro A Viagem da Sementinha, tendo depois surgido a colecção “Sementinhas”. Sobre os livros, Norberto Nunes garante que, “mais do que por questões comercias todos os livros foram feitos por carinho”.

Como sementinhas modernas que são, estas irmãs também têm e-mail e segundo a autora, “estão ansiosas por serem contactadas pelos seus amigos mais novos, que através do 8sementinhas@gmail.com podem, por exemplo, enviar algumas sugestões”.

O primeiro livro desta colecção custa 12 euros, e oferece uma entrada para criança no Jardim Zoológico de Lisboa.

Por Cristina Alves

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