Scissor Sisters lançam “Night Work” em estilo “dance”

Após quatro anos do alegre Tah Dah, em 2006, a banda norte-americana Scissor Sisters retorna às paradas musicais com Night Work, o seu terceiro disco de estúdio, editado pela Universal. Maduro, e até com momentos sombrios, o grupo liderado pelo vocalista Jake Shears apresenta neste terceiro trabalho uma faceta até então desconhecida dos fãs.

Com inspiração na noite nova-iorquina, Shears e companhia apresentam influências da disco-music dos anos 70 e dos fortes sintetizadores dos anos 80. Com músicas a fazer (re)lembrar bandas icónicas como Pet Shop Boys, Duran Duran e Bee Gees, algumas também apresentarem certas semelhanças com Robbie Williams e The Killers, bastante visíveis no primeiro single retirado do álbum, Fire with Fire.

Tendo a vida nocturna como referência principal, o prazer e o desejo não poderiam ficar de fora das novas músicas. Nas letras das 12 faixas do álbum, destaque para amores noctívagos, sexo e diversão na pista de dança.

Com produção de Stuart Price, conhecido pela reinvenção dance de Madonna em 2005, destacam-se canções dançáveis como “Skin Tight”, em que transparece o DNA pop do Scissor Sisters, e “Any Which Way, também com influências do anos 70.

Do lado sombrio, as faixas “Harder You Get”, “Sex and Violence” e “Invisible Light” destoam do som luminoso do grupo. Esta última ainda traz os (curiosos) vocais do actor inglês Ian Mc kellen, conhecido pelos filmes X-Men e O Senhor dos Anéis.

Na capa, o novo álbum tem estampada uma fotografia – da autoria do fotógrafo Robert Mapplethorpe (1946-1989) – do rabo do dançarino clássico Peter Reed, uma imagem que, antes mesmo do lançamento do álbum, foi alvo de polémica, já que a capa foi censurada pelo Facebook, que a considerou “inadequada”. Com a proibição da imagem, o vocalista Jake Shears declarou, através de um comunicado emitido pela Universal Music, que a foto era “simplesmente sexy e engraçada.”

Texto de Cristina Alves



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