Relembrar Mário Cesariny No Décimo Aniversário Da Sua Morte

Mário Cesariny: De Cor e Salteado é a mostra patente ao público no Centro de Congressos e Reuniões do CCB, que marca o arranque da programação de homenagem ao artista, no décimo aniversário da sua morte.

A mostra pretende homenagear o poeta e pintor português falecido há dez anos, “tornando presente a sua obra e a sua vida, criadas uma e outra sob o lema surrealista: Liberdade, Poesia e Amor”.

Estão aqui reunidas cerca de trinta obras, entre desenhos, pinturas, esculturas, colagens e poesia, da coleção de Mário Cesariny, numa produção do CCB e da Fundação Cupertino de Miranda, detentora de grande parte das obras. A dar as boas vindas ao visitante está o poema “Faz-se luz”, do livro Pena Capital.

A exposição pode ser visitada até dia 16 de abril, no Centro de Congressos e Reuniões no Piso 1, de segunda a sexta das 10h00 às 20h00, e aos sábados, domingos e feriados das 10h00 às 18h00, e tem entrada livre.

A programação para assinalar os dez anos da morte do pintor e poeta surrealista inclui ainda leitura de poesia, concertos, um documentário e a publicação da sua obra escrita.

No dia 25 de março, para celebrar o Dia Mundial da Poesia, o CCB apresenta várias iniciativas de entrada livre, das 14h00 às 19h00, como um vídeo-instalação de 16 minutos – Poema Colagem -Homenagem a Mário Cesariny; um documentário sobre o artista – Autografia realizado por Miguel Gonçalves Mendes; uma maratona de leitura Com Mário Cesariny dito por diferentes personalidades; uma conversa sobre o artista com José Manuel dos Santos, a pintora Ilda David, o editor Manuel Rosa e o presidente do CCB, Elísio Summavielle; um concerto pela Orquestra Sinfónica Juvenil, em que serão tocados o concerto para piano e orquestra de Grieg, a abertura de Tristão e Isolda, de Wagner, as valsas de Erik Satie, e uma composição de Christopher Bochmann, feita a partir de versos de Cesariny, e ainda alunos da Casa Pia também participam no tributo lendo a sua poesia e executando peças de Ravel, Georg Frideric Handel e Johann Sebastian Bach.

A 27 de abril é inaugurada na livraria Sistema Solar (no Chiado), uma mostra de manuscritos e provas editoriais dos livros que Cesariny publicou pela Assírio & Alvim a partir de 1980.

Em maio é reeditada a obra Primavera Autónoma das Estradas (1980), o último livro de poemas de Mário Cesariny (1980), revisto e aumentado pelo autor em 2005.

No dia do aniversário do artista, a 9 de agosto, haverá uma evocação do artista no Largo da Oliveirinha, situado junto à Calçada da Glória, um dos seus percursos preferidos em Lisboa, com a colocação de uma placa com uns versos seus.

Para setembro está agendada uma exposição de fotografias sobre Cesariny, da autoria de Duarte Belo e Susana Paiva, na Galeria do Núcleo Museológico do Cemitério dos Prazeres.

Em outubro será lançada uma recensão crítica sobre a sua obra, que pela primeira vez compilará toda a sua poesia, pela Assírio e Alvim; e a editora Documenta publica o volume de inéditos Cartas de Mário Cesariny para Frida e Laurens Vancrevel.

E finalmente m novembro terão lugar os XI Encontros Mário Cesariny, organizados pela Fundação Cupertino de Miranda, na data da morte do artista, com concertos, leitura de poesia, debates e edição de livros, e uma seleção dos melhores espetáculos dedicados ao poeta, realizados ao longo dos X encontros anuais.

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