Receitas do concerto dos Blasted Mechanism revertem a favor da reflorestação

No próximo dia 28 de Novembro, o espectáculo dos Blasted Mechanism, que irá ter lugar no Coliseu dos Recreios, às 22h00, vai unir a sua já conhecida música tecnológica à ecologia, uma vez que as receitas de bilheteira vão ajudar a reflorestar a Lezíria Grande de Vila Franca de Xira. Desta forma, por cada bilhete (que custa 20 euros) será oferecida uma árvore, que terá o nome do comprador e será plantada na ilha vilafranquense.

Mesmo quem não vai ao concerto pode inscrever-se, enviando os seus dados (nome, morada, idade, ocupação, contacto e número de árvores a apadrinhar) para dhs@jf-vfxira.pt (no e-mail pode colocar no assunto “Eu Quero Apadrinhar”) ou dirigir-se directamente à Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Cada árvore tem o custo simbólico de dois euros e leva uma etiqueta com o nome da família ou da empresa que apadrinha.

Ímpares no seu conceito de música global e sem fronteiras, o ano de 2009 vai ficar marcado pela 6ª geração Blasted – agora conduzida por Pedro Lousada –, com a edição do novo álbum Mind At Large, que registou entrada directa para os lugares cimeiros do top e vai ser apresentado num palco, onde o grupo se apresenta pela primeira vez em 15 anos de carreira.

O processo de reflorestação já arrancou no passado dia 31 de Outubro, com a plantação na Vala do Ruivo das primeiras árvores das quatro mil que a lezíria vai receber. Alunos das escolas do concelho ajudaram na plantação, assim como os músicos da banda Blasted Mechanism, que levaram consigo uma comitiva de quase duas dezenas de fãs para ajudar a cavar a terra.

“Apadrinhe uma árvore – o seu nome para a posteridade” é o mote para a campanha de reflorestação que tem como objectivo alcançar a meta “Carbono Zero”. A iniciativa é promovida pela Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira e pela Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande, contando com a parceria dos Blasted Mechanism, da CP, da Quercus e do Condomínio da Terra. Além da plantação de árvores o objectivo passa também por recuperar espécies autóctones portuguesas como a Azinheira, o Choupo, Amieiro, Freixo, Oleandro, Pinheiro-Manso, Sabugueiro, Salgueiro e Tamargueira.

Por Cristina Alves
Fotos Sara Santos

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