Quinta da Archeira – Adega Mãe apresenta um projeto vitivinícola pioneiro e de enoturismo

Por Clara Inácio (texto e fotos)

Adega Mãe – um projecto vitivinícola pioneiro é o mais recente projeto do Grupo Riberalves, inaugurado a 23 de novembro, com uma forte componente de enoturismo, na zona de Ventosa, Torres Vedras.

A Adega Mãe marca o investimento da empresa numa nova área de negócio, a juntar à marca de bacalhau Riberalves, à Novo Dia Cafés e à Riberalves Imobiliária, e que contou com um investimento total de cinco milhões de euros, com um milhão subsidiado entre o Estado Português e a União Europeia.

O grupo pretende também que a Adega Mãe funcione também como um pólo cultural diversificado, acolhendo diversas exposições de artistas locais, nacionais e internacionais, e pretende também promover visitas e provas de vinho, atividades agrícolas e programas integrados com outros operadores da região.

O projeto arquitetónico é da autoria do arquitecto Pedro Mateus, e apresenta uma linha contemporânea, com a inclusão de materiais tradicionais, como a madeira e o azulejo mais rústico. O edifício para além da adega inclui ainda espaços sociais, um auditório, uma sala para workshops, salas de degustação e de experiências interactivas e está implantada em 4500 m2, dos 40 hectares de vinha da Quinta da Archeira.

Esta nova aposta no setor vitivinícola surge no seguimento da estratégia económica e empresarial do grupo, que junta dois sectores com peso na economia nacional, a agricultura e o turismo. A Adega Mãe tem uma capacidade de produção de 1,2 milhões de litros por ano. Em 2011 a vindíma produziu 400 mil litros, que se encontram atualmente em estágio. O enólogo consultor é Anselmo Mendes e o primeiro vinho da Adega Mãe a ser comercializado é o Dory Tinto 2010, que só vai estar disponível no canal Horeca (para os comerciantes e profissionais) em 2012, estando o lançamento previsto para o início do ano.

“A Riberalves tem sido uma empresa empreendedora ao longo dos mais de 25 anos de história, com investimentos em várias áreas de negócio. O grupo sabe que os tempos que o país atravessa não são fáceis, mas acredita na sua capacidade de criar projectos inovadores e diferenciadores com sucesso. Cremos que a Adega Mãe será, com certeza, uma mais-valia para a região em que se enquadra o projecto e também para o País”, frisou João Alves, Presidente do Grupo. “O país precisa que se acredite nele, no seu futuro, não podemos parar. Pensamos que com projectos como este que agora lançamos podemos transmitir uma boa imagem de Portugal, tanto a nível interno como para o exterior”, concluiu o presidente do grupo  aquando a inauguração.

A escolha do nome Dory foi feita já a pensar na internacionalização da marca e inspirado nas pequenas embarcações – os dóris da frota portuguesa, que faziam a pesca do bacalhau, no Atlântico, e simultâneamente associando os dois produtos do grupo, o bacalhau e o vinho. Em janeiro de 2012 vai também surgir o primeiro vinho branco Dory, no terceiro trimestre será lançado o Dory Tinto Reserva 2010.

Os mercados preferenciais do grupo para a comercialização dos vinhos vão ser Angola, Brasil e Moçambique, a par dos E.U.A., Inglaterra, Escandinávia e China.

 

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