Programa Allgarve com número recorde de audiência

O Allgarve’10 – marcado por um programa mais abrangente e por um calendário que se prolongou por quase todo o ano – fecha a sua quartaedição com um aumento de 55 por cento de público face ao período homólogo, presenciando a evolução mais significativa desde o início do programa, em 2007.

A edição de 2010 contou com a participação de 189 710 pessoas (excluindo eventos de desporto e alguns de animação) versus 122 mil consolidadas em 2009, onde a adesão quase total dos municípios, a introdução da Animação de Rua e o número recorde de 95 eventos ditaram, segundo a organização “o sucesso do Allgarve’10 enquanto complemento da oferta tradicional de Sol e Mar, típicos da região algarvia”.

A maior concentração de público foi registada entre os meses de Junho e Setembro e as autarquias que contaram com o maior número de eventos foram as de Loulé, Portimão, Faro e Albufeira.

Para o presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, “a tentativa da organização este ano passou por conseguir chegar um pouco a todo o Algarve, mas a verdade é que Albufeira e Loulé continuam a ser os concelhos onde a oferta turística é mais forte, o que explica facilmente o facto de se terem aqui concentrado também o maior número de eventos do programa Allgarve”. Em termos de abrangência de público, o responsável destacou ainda a criação de condições para levar o Allgarve à rua, sobretudo através da Animação de Rua, do Teatro de Rua e do Novo Circo. “Este é um objectivo que vamos manter também para o ano, em 2011”, garantiu ao C&H Nuno Aires.

Para a próxima edição, apesar de ser esperada uma verba do Turismo de Portugal idêntica à das anteriores edições, o presidente do Turismo do Algarve admite que possa haver “alguma incapacidade de investimento por parte dos municípios e dos privados, devido aos tempos difíceis que se vivem”. Confrontado com esta possibilidade, o responsável defende que a qualidade do programa não pode sofrer com isso: “Temos que tentar acomodar o orçamento existente para a próxima edição do Allgarve, podemos, eventualmente, ter que fazer menos eventos do que este ano, mas não queremos beliscar, sobretudo, a qualidade do programa”.

Turismo de Portugal e Turismo do Algarve entregam 65 mil euros a instituições de cariz humanitário

Com um investimento similar à edição de 2009, o Allgarve’10 introduziu mais 30 eventos e executou cem por cento do orçamento. Um maior investimento por parte dos municípios, o modelo de co-financiamento dos promotores Everything is New no espectáculo de Jamie Cullum e Estratégia no de Anastacia foram alguns dos critérios aplicados que, apesar de terem gerado menos receitas – quebra de 40 por cento –, produziram menos custos a um programa que se estendeu por 11 meses.

Parte dos lucros do programa Allgarve destina-se a instituições de cariz humanitário, sendo que em 2010 o Turismo de Portugal e o Turismo do Algarve entregam a treze instituições particulares de solidariedade social (IPSS) da região um total de 65 mil euros, a distribuir equitativamente, valor que resultou das receitas dos concertos de música pop que decorreram durante o Verão.

Edição de 2011 dedicado ao Reino Unido

O ano de 2011 vai contar com um Allgarve que aponta para novas estratégias: “Allgarve Nations” é o novo conceito que irá inaugurar um formato renovado no próximo ano e que inclui um programa de eventos especificamente dedicado a um mercado diferente em cada edição. Celebrando o principal emissor da região algarvia, a quinta edição do Programa Allgarve será dedicada ao Reino Unido e vai integrar eventos culturais, desportivos, de animação, gastronómicos, música e outros com origem neste mercado emissor.

Nuno Aires salienta a importância de transformar o programa, “para que este seja mais próximo dos nossos mercados emissores e que através deles consigamos dinamizar melhor a promoção do destino. Nesse sentido, estamos já a fazer acordos e parcerias com diversas entidades do Reino Unido, para promovermos o Algarve junto do nosso principal mercado emissor, através de um cartaz suficientemente atractivo, que faça com que os ingleses também continuem a visitar a região e continuem a ser o nosso mercado mais importante”.

Texto de Cristina Alves

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