Plano Estratégico para o Turismo de Lisboa prevê criação de parque de diversões

Foi hoje apresentado, no Centro Cultural de Belém, o Plano Estratégico para o Turismo de Lisboa (TLx14), que concentra a orientação estratégia que o Turismo de Lisboa deverá seguir nos próximos quatro anos.

Integrar o quadro das capitais europeias com maior fluxo turístico, consolidar a quota de mercado no panorama turístico nacional e reforçar a contribuição para o aumento da competitividade do turismo português a nível internacional, são ambições identificadas para Lisboa, enquanto destino turístico único.

A apresentação contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, do presidente adjunto do Turismo de Lisboa, Mário Machado, e do presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão.

Segundo este plano estratégico, Lisboa quer receber mais um milhão de turistas até 2014, estando também previsto um crescimento de mais de 600 mil turistas, com um gasto médio de 137,15 euros. Quando alargado aos municípios de Oeiras, Estoril, Sintra o objectivo até 2014 é de aumentar o número de turistas em 800 mil.

O novo plano da Associação do Turismo de Lisboa (ATL) comporta ainda dez programas estratégicos, entre os quais se destaca a criação de um parque temático e de lazer capaz de receber até quatro milhões de visitantes por ano, fazendo da capital portuguesa um destino para famílias.

Transformar Belém num «distrito dos museus», tirando partido dos espaços museológicos dedicados à Marinha, Arte Popular ou Arqueologia, bem como o futuro Museu dos Coches e o Centro Cultural de Belém, é outro dos projectos sugeridos no documento, que traça a estratégia para estimular o turismo da região entre 2011 e 2014.

Para potenciar o turismo de negócios – que beneficia do clima ameno da capital portuguesa e da relação qualidade/preço da oferta hoteleira – a ATL aponta ainda a necessidade de construir um novo centro de congressos com capacidade para 8000 pessoas. A zona da Praça de Espanha é referida como a mais indicada devido à existência de 4500 quartos hoteleiros.

Ter uma estação náutica em Algés, aumentar os postos de amarração para barcos ao longo da costa da Região de Lisboa, aumentar as rotas e as ligações aéreas e as conexões ferroviárias, sobretudo através da Alta Velocidades são outras das componentes desta dezena de programas estratégicos, que têm como objectivo aumentar a notoriedade e a complementaridade da oferta turística da região, além de também pretenderem “colocar Lisboa no ‘top of mind’ das principais capitais europeias”, segundo sublinhou Vítor Costa.

Sem detalhar valores, o TLx14 adianta ainda que a estratégia de promoção regional é para ser seguida, mantendo os meios humanos, materiais e financeiros.

Brasileiros e espanhóis são mercados estratégicos

A nível de mercados estratégicos, o novo plano aposta no Brasil como um dos principais países emissores de turistas para Lisboa, no seguimento do que já se verificou em 2010, ano em que este mercado se destacou dos restantes, assim como o de Espanha.

Outros dos mercados apontados como prioritários são Alemanha, França, Itália, Reino Unido, EUA e Escandinávia. No documento surgem ainda como emergentes, enquanto potenciais emissores de turistas para Lisboa, a Rússia, Polónia, República Checa e Hungria.

O TLx14 conclui ainda que o enfoque sobre segmentos de aposta deve estar na captação de turistas entre os 26 e os 55 anos e que viajem com o companheiro ou com amigos.

O plano define ainda que os City breaks, a Meetings Industry e o Touring, a par do golfe e dos cruzeiros, são os principais produtos turísticos a promover pelo Turismo de Lisboa, que deverá complementar a oferta com gastronomia e vinhos, sol e mar, saúde e bem-estar.

Outra das novidades assinala-se a nível das marcas associadas à actividade turística da região, já que além das já existentes – Lisboa, Estoril e Fátima – o TLx14 lança a marca Sintra, que passa a ser promovida como Capital do Romantismo.

Aumentar o número de turistas estreantes e repetentes, consolidar quota de mercado no turismo interno e qualificar a experiência dos visitantes – tanto na oferta de luxo como na low cost – são outras das intenções no novo plano.

Texto de Cristina Alves

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