Paredes de Coura: segundo dia – muito calor e banhos de rio dominaram o ambiente

Calor era a palavra mais ouvida no segundo dia do Festival Paredes de Coura, já se faziam esperas junto às grades, mas a correria à cerveja era notável, tal como a lotação lotada debaixo de arvores, qualquer sombra era bem vinda. O sueco The Tallest men on Earth abriu o palco principal, sozinho de guitarra em punho cantou e encantou com a sua forma segura e alegria musical.

Seguiram-se os portugueses PAUS, um projeto onde o essencial é partilha, não fossem dois bateristas partilhar uma única bateria que fazem um efeito visual muito para além do esperado. Este projeto conta com a participação Joaquim Albergaria (dos já extintos Vicious Five), Hélio Morais (Linda Martíni, If Luccy Fell), Makoto Yagiu (If Lucy Fell, Riding Panico) e João “Shela” Pereira (If Lucy Fell, Riding Pânico).

O efeito de usarem uma bateria siamesa faz com que este espectáculo tenha uma agressividade quase doce, com os elementos da banda a soltarem sons que transformam em música que faz qualquer pé bater. Makoto não se conteve e atirou-se para o público que o abraçou e elevou em crowd surfing.

Seguiram-se os ingleses The Courteeners que trouxeram um britpop com a voz de Liam Fray um pouco melancólica que acalmaram as hostes depois da explosão de Paus.

O senhor Peter Hook entrou em palco e o público parou, levantaram-se braços e cantaram-se as músicas em homenagem a Ian Curtis, apesar da antiguidade dos temas, os mais jovem também cantavam e dançavam. Peter Hook apresentou “Unkown Pleasures”, que visa reviver todos os temas dos já extintos Joy Division, temas como “Disorder”, “She Lost Control” e ShadowPlay são intemporais e Peter Hook assim o provou.

Ainda o público estava a recuperar da explosão do antigo baixista de Joy Division e já os White Lies estavam em palco, era o primeiro concerto em Portugal e as expectativas eram altas, e foi o concerto com o melhor som da noite, que começou com os temas “Farewell to the Fairground” e “To Lose My Life” fazendo o público tirar os pés do chão nos primeiros momentos de espectáculo.

Fechou-se a noite com os tão esperados Klaxons, que já tinham brilhado no ano anterior em Lisboa. Este concerto contou com a apresentação do novo disco, ainda não editado Surfing the Void e brilhou com os temas do álbum antigo como foi o caso de “Gravity’s Rainbow” ou “It’s Not Over Yet”, que o público acompanhou em coro do início ao fim da actuação da banda.

Veja aqui os concertos em imagens:

  • Paus
  • Couteneers
  • Peter Hook
  • White List
  • Klaxons
Reportagem (Texto e Fotos) de Patrícia Vistas – enviada especial a Paredes de Coura

3 Comentários

Deixar uma resposta