Paredes de Coura: primeiros dias de festival

75 mil pessoas passaram este fim-de-semana pelas cancelas dos Festival de Paredes de Coura, e o sucesso do festival ficou garantido pelo sucesso e a felicidade em particular de cada festivaleiro que se passeava pelo anfiteatro natural que transforma este festival num dos mais alternativos e especiais do país.

O festival começou com um bom aquecimento logo na noite de recepção ao campista, no Palco After Hours, onde brilharam os Cosmo Jarvis em estilo calmo e descontraído passando à electrónica dos Memory Tape e chegou ao seu pico de calor quando Los Campesinos entraram em palco fazendo os termómetros ultrapassar já os 40ºC que se faziam sentir.

Temas como “Death to los campesinos” e “Sweet Dreams” fizeram as delícias dos muitos jovens que já se encontravam no recinto desde sábado para guardar o melhor lugar do parque de campismo.

Os lugares com sombras estavam lotados noprimeiro dia de festival, o calor que se fazia sentir fizeram com que os festivaleiros trocassem as primeiras actuações do dia pelo rio Tabuão, fazendo com que o palco Ibérico estivesse apenas com poucas dezenas de pessoas e a abertura do palco principal com as britânicas Vivian Girls também estiveram com pouco público, mas isso de nada pareceu incomodar o trio feminino vindo de Brooklyn.

Seguiu-se o momento mais irreverente da noite com Eli PaperBoy Reed, que se só por si já é uma personagem de irreverência pelos óculos e pela popa, o facto de ter entrado em roupa interior no palco captou ainda mais a atenção do público.

Os britânicos Gallows chegaram com dois discos para tocar numa hora, e se assim o planearam, assim o fizeram. Com o seu punk hardcore meio raivoso e agressivo criaram no público o maior ciclo de moshe que ocorreu no festival juntamente com crowd surfing e passaram a vez aos ingleses Enter Shikari que criaram uma rave num anfiteatro já repleto de público, e fizeram-no dançar e bater palmas coordenadas com os batimentos da sua música electrónica.

Os cabeça de cartaz “The Cult” entraram em palco já depois das 23h00, discretos e dispostos a dar um bom concerto de rock fizeram com que público, apesar de jovem, os acompanhasse em musicas como “Fire Woman” fazendo com que Ian Astbury lhes agradecesse com um “Obri Fucking Gado”, levando uma histeria de gritos e aplausos ecoar até ao palco.

E Paredes de Coura fechou o dia com o canadiano Caribou que alterou a onda rock para a electrónica psicadélica com um concerto que durou cerca de uma hora e fez as delícias que quem o esperou para dançar até cansar os pés.

Reportagem (Texto e Fotos) de Patrícia Vistas – enviada especial a Paredes de Coura

Deixar uma resposta