Palácio de Monserrate reabre ao público após obras de reabilitação

A Vila de Sintra está mais rica, com a reabertura ao público do Palácio de Monserrate, situado no Parque que lhe dá o nome, depois de vários anos de obras de restauro, num investimento de cerca de 1.100.000 euros.

Romântico e exótico, o Palácio de Monserrate sempre suscitou a curiosidade dos visitantes da região, rodeado por um vasto parque de características únicas, com plantas e árvores originárias de várias partes do mundo, mandadas trazer por Gerard DeVisme, que mandou construir o palácio no século XVII e que fazem do Parque um dos mais importantes e ricos do género na área do património botânico, umas das maiores atracções do conjunto de Monserrate.

No século XIX e já em ruínas, o edifício foi adquirido pelo industrial inglês Francis Cook, visconde de Monserrate, que mandou construir o edifício actual, inspirado nos estilos indiano e inglês e que conservou a propriedade na sua família até 1947, altura em que foi de adquirido por um antiquário que vendeu todo o seu recheio, voltando a vender o edifício em 1949, já vazio, ao Estado Português, até há uns anos atrás o edifício ficou sob tutela da Ministério da Cultura, passando recentemente para a empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, também responsável pelos parques e matas envolventes, que começou em 2007 um vasto trabalho de restauro, que agora vê uma grande parte concluído.

Nos trabalhos dos últimos três anos destacam-se a recuperação e reconstituição do telhado e exterior do edifício, intervenções de conservação e restauro na biblioteca, corredor longitudinal, átrio sul, cozinha (nomeadamente do fogão) e sala de música, ao nível dos estuques, pintura mural, cantarias, metais e azulejaria, no piso térreo. Uma antiga área de arrumos, despensas e garrafeira no piso técnico e no piso superior do torreão sul recuperaram-se os antigos quartos e adaptaram-nos para salas de conferências.

Ao nível das infra-estruturas foram recuperadas as casas de banho existentes no torreão sul e sob o terraço, introduziram-se novas casas de banho para utilização dos visitantes, com condições para pessoas com mobilidade condicionada, foi introduzida uma nova instalação de tubagem eléctrica, água, aquecimento central, instalação de um sistema de detecção e combate a incêndios, com a colocação de detectores em todos os compartimentos, colocação de extintores de pó químico e CO2 e iluminação LED.

Os jardins e os acessos ao palácio também foram limpos e recuperados, com especial destaque para a cascata de Beckford e algumas espécies autóctones. As cavalariças foram recuperadas e transformadas em cafetaria, onde se pode provar as tradicionais queijadas de Sintra.

O Palácio e o Parque de Monserrate podem agora ser visitados até dia 15 de Setembro, das 9h30 às 20h00 e de 16 de Setembro a 30 de Abril, das 10h00 às 18h00, com visitas guiadas sob marcação.

As entradas custam 5 euros o bilhete normal, 8 euros o combinado Monserrate + Convento dos Capuchos ou Castelo dos Mouros, 14 euros o combinado Palácio e Parque da Pena + Monserrate ou 20 euros para os quatro parques e palácios. O acesso pode ser feito de carro ou em autocarro da Scotturb, na carreira 435 “Vila Express – 4 Palácios”, até Monserrate.

Futuros Projectos

Para breve, a Parques de Sintra – Monte da Lua pretende abrir ao público o Chalet da Condessa de Edla (segunda mulher de D. Fernando II), actualmente a ser recuperado, e melhorar as condições de visitação do Castelo dos Mouros, com a instalação de estruturas de acolhimento e apoio, num projecto com o qual conta com o apoio do Turismo de Portugal, e para o qual já foi disponibilizada uma verba, segundo revelou ao C&H, Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal à margem da cerimónia de inauguração, na passada quinta-feira, dia 17 em Monserrate.

“Nós temos vindo a recuperar o nosso património e o que temos, e depois temos vindo a devolvê-lo à população e à visitação turística e ao mesmo tempo, a melhorar a saúde económica das regiões”, explicou o responsável, conluindo que, “É uma aposta clara e forte no turismo cultural, de variedade e qualidade”.

Texto e Fotos de Elsa Furtado

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