Os contrastes de cores, formas e materiais no encerramento do ModaLisboa Freedom

O ModaLisboa Freedom entra na reta final quando chegamos ao último dia de desfiles.

Ricardo Andrez apresenta-se no espaço Lab com peças de aparência desportiva, mas que pretendem iludir o olhar numa coleção inspirada no galã, da época final de ouro de Hollywood, Rock Hudson e “direcionada para uma estética do falso” criando um mecanismo de sobrevivência.

Preto, cinza e amarelo ácido formam a palete que Marques’ Almeida usaram na sua proposta para o inverno de 2013. Numa coleção que nasce em torno de um vestuário juvenil adaptado a “uma realidade de natureza suburbana poluída”.

Ricardo Dourado apresentou a sua primeira coleção para homem, com grandes contrastes quer em termos de materiais, quer de formas. Vemos aqui novamente a tendência da próxima estação para as cores metálicas, desta vez nos acessórios, e nas peças oversize.

Com uma forte influência no sportswear clássico dos anos 50, a coleção de Pedro Pedro, vive dos cortes minimalistas que definem visuais modernos de linhas direitas ornamentados com alguns estampados.
Cores clássicas onde sobressaem os tons neutros em materiais naturais como o linho e algodão.

“Agri…doce” é o conceito para a coleção de Alexandra Moura que mistura o urbano com o rural.
Combinando uma linha mais pesada e estruturada, com detalhes românticos de estampados florais, onde o preto, como tom base, joga com os apontamentos de branco, rosa claro, e vermelho.

Filipe Faísca encerra a passerelle do 38º ModaLisboa, com uma coleção que mais uma vez vive do preto, com alguns apontamentos de cinzas, verdes e azuis. Conjuga as transparências usando materiais suaves que contrastam com cabedais. Define silhuetas, ora simples ora estruturadas, brincado com os volumes e formas do corpo feminino.

Texto de Vânia Marecos
Fotos de Sara Santos
 

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