Optimus Alive dia 1: Coldplay foram os senhores da noite

Reportagem de Patrícia Vistas (texto) e Sara Santos (fotos)
 

Quarta-feira ao fim da tarde, multidões vindas de toda a parte tinham apenas um destino, o passeio marítimo de Algés, que já estava a postos para receber os milhares de fãs de Coldplay, cabeças de cartaz do primeiro dia da 5ª edição do Optimus Alive. É inevitável não achar que esta noite não pertencia à banda londrina liderada pelo simpático Chris Martin. 

A nossa entrada pela porta dos fundos levou-nos diretamente ao concerto de MONA que estava a decorrer no palco Super Bock, com casa meia cheia e com alguns protestos do vocalista por haver pessoas sentadas, ao qual ele proferiu “You being setead like that it’s like you give me the midle finger”, ao qual os “fãs” se levantaram e o concerto continuou a dar de si. Com uma voz muito idêntica a Caleb Followill vocalista dos Kings of Leon e uma sonoridade de igual de modo, esta banda do Tenesse veio mostrar um rock and roll forte e bem acompanhados pelos fãs mais frenéticos que não falharam em cantar as músicas do último álbum.

Passámos ao palco principal onde já atuavam os GroupLove, onde se via, e em muito bom gosto por sinal, uma t-shirt vestida pelo guitarrista que ditava “LisbonLove”, o que a nós nos agradou.  Trazem um EP para mostrar num palco principal, corajoso, no mínimo. São irreverentes e coloridos, mostram-se através de mascaras e camisas ás flores. O indie não lhes falta e dão jus á proposta de entreter um publico que já guardava lugares para o próximo concerto.

Entrou de rompante, Debbie, 66 anos e muita garra de palco. Blondie Trouxe-nos os anos 80 e com eles a mítica a frase “Ena pah, esta música!!” ao mesmo tempo que se dançava a relembrar os velhos tempos. Apesar de terem lançado um álbum de originais no mês passado, este concerto foi uma visita aos álbuns anteriores com temas como “Maria”, “Heart of Glass”, “Rapture”. Não podemos deixar escapar a versão dos Bestie Boys “Fight for Your Right” juntamente com um indumentária colorida e boa disposição.

 

Ao mesmo tempo James Blake estava no palco Super Bock, que ao entrar em palco agradece aos fãs por ali estarem, e começa na sua concentração e entrega à música. Um concerto calmo que nos pedia um ambiente mais recatado, talvez uma Aula Magna para poder apreciar em plenitude o trabalho desde jovem de apenas 21 anos.

Quase 22h00 e uma enchente de gente que não arreda pé para a entrada em apoteose de Coldplay ao som da música do Regresso ao Futuro. Chris Martin que mal entra em palco e se senta em frente ao piano, e toca e encanta e faz as fãs mais frenéticas suspirarem e braços levantam-se e lança-se uma espécie de fogo de artifício e começa “Hurts Like Heaven”, estava feita a entrada destes senhores britânicos. O público estava faminto, ansioso e caras de alegria não faltaram quando veio o “Yellow” e “In my Place”, que se fez acompanhar por uma chuva de papéis.

A “Lost” trouxe bolas gigantes e coloridas para o publico, estavam abismados com o espectaculo, e gritos de excitação não paravam, eram mesmo os Coldplay que estavam em palco. A “Shiver” foi uma surpresa, e silêncio foi feito para se ouvir um dos grandes temas da noite. Martin não deixou de nos “gozar” com o tema “Us Against the World”, que nos disse que fazia lembrar a questão financeira em que Portugal estava neste momento e a loucura instalou-se quando o tema “Viva la Vida” se ouve aos poucos no piano.

Estava feito o concerto, mas faltava o encore, que veio com a antiga “Clocks” e a “Fix You” que milhares de mãos levantaram-se no ar e o amor espalhou-se pelo recinto. Acaba-se o concerto com “Every Teardrop is a Waterfall”, ultimo single da banda e é uma saída em grande. Acendem as luzes e a multidão dirige-se à saída.

Grande parte foi embora, mas  nós ainda tínhamos o Patrick Wolf para ver, e que senhor! Irreverente, muito bem vestido, de harpa e violino, nada escapou a este artista. Foi um dos concertos da noite, que começou meio vazio e acabou cheio, este Patrick sabe como pegar no público e acabou deitadas nas suas mãos, em stage diving e ao som de “The city” que era entoada e dançada, sim que esta música é muito dançante, por todo o público. Estava fechada a noite.

Deixar uma resposta