O pesadelo em peluche dos Mão Morta

Pesadelos em Peluche é o mais recente álbum dos Mão Morta, lançado esta semana pela Universal. Em ano época de celebrar os 25 anos de carreira o grupo não perde a força e a sua perspicácia, fazendo deste novo disco uma crítica á sociedade actual.

O Canela e Hortelã falou com um dos integrantes do grupo, Adolfo Luxúria Canibal, sobre este disco que ele revelou ser inspirado “no livro de Ballard, o novo meio ambiente em que o ser humano vive, um meio altamente tecnológico desde o carro até ao computador que provoca alterações comportamentais e psíquicas, onde novos desejos são criados.”

Um CD que aborda estas novas patologias dentro da “tradição dos Mão Morta em levantar questões e de deixar que as pessoas partilhem conosco o que nós fazemos, as conclusões são  particulares. Não estamos a fazer comunicados.”

Segundo o músico este disco “é uma destruição, pegámos nas formas perfeitas da canção clássica e em algumas sub tipologias da canção rock e a partir daí trabalhamo-as e subvertemo-las até atingirmos uma sonoriade que eu chamaria Mao Morta.”

Ao escutar este novo CD do grupo português, Adolfo Luxúria Canibal afirma que se encontrará “canções do rock gótico dos anos 80 e outras que são dificeis de perceber a tipologia génese, em todas as 12 canções encontramos essas topologias.”

Neste contexto enquadra-se a canção “Como um Vampiro” que conta com a participação especial de Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, que fará também uma aparição no concerto que os Mão Morta irão realizar na próxima quinta-feira, dia 29, no Coliseu de Lisboa.

Um concerto onde o grupo irá  tocar pela primeira vez este disco, que o músico quer que tenha um ritmo rock onde se cruzarão os novos temas com temas dos trabalhos interiores.

A celebrar os 25 anos de carreira o cantor afirma que o grupo só durou tanto tempo porque “gostamos de música e fazemos música porque gostamos, e enquanto gostarmos e isto fôr o nosso quarto dos brinquedos acho que conseguimos ir fazendo música sem constrangimentos, enquanto o quotidiano não nos ocupar totalmente o tempo. Enquanto tivermos tempo livre para ler e nos inspirarmos continuaremos”.

Por Rui Costa

Alinhamento do álbum:

1. Novelos da Paixão
2. Teoria da Conspiração
3. Paisagens Mentais
4. Biblioteca Espectral
5. Tardes de Inverno
6. Como um Vampiro
7. Penitentes Sofredores
8. O Seio Esquerdo de R.P.
9. Fazer de Morto
10. Metalcarne
11. Estância Balnear
12. Tiago Capitão

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