O Círculo de Leitores lança mais dois volumes de Rainhas de Portugal

O Círculo de Leitores edita agora  Rainhas que o povo amou: Estafânia de Hohenzollern , Maria Pia de Saboia, da autoria de Maria Antónia Lopes e Rainhas de Portugal no Novo Mundo: Carlota Joaquina, Leopoldina de Habsburgo, da autoria de António Ventura e de Maria de Lurdes Viana Lyra . Estes dois volumes fazem parte da primeira grande história completa de todas as Rainhas de Portugal. Uma colecção composta pela biografia de 32 rainhas, em 18 volumes, com  a coordenação das investigadoras portuguesas Ana Maria S. A. Rodrigues, Manuela Santos Silva e Isabel dos Guimarães Sá. 

Carlota Joaquina (1775-1830) é talvez a mais controversa rainha de Portugal. Mulher de D. João VI, sobre ela paira uma Lenda Negra, devido ao seu  aspeto físico, longe da harmonia e da beleza desejáveis numa princesa, e das suas características morais, acusada de ambição política desmedida, de dissimulação e de traição.

Leopoldina de Habsburgo nasceu em Viena, em 1797. Atravessou o oceano para viver no Brasil,  casou com o príncipe herdeiro do trono português, D. Pedro. Seguiu  a estratégia traçada pelas casas de Bragança e de Habsburgo para a consolidação do governo monárquico absolutista  na América. Leopoldina actuou com determinação e foi protagonista  no cenário político da época. Na vida privada lutou incansavelmente em busca da harmonia conjugal. Defensora das artes e do conhecimento científico, mulher erudita e apaixonada, agente expoente na criação do Império do Brasil, faleceu  jovem, aos 29 anos, deixando cinco filhos pequenos, entre eles  a rainha de Portugal, D. Maria II, e o imperador do Brasil, D. Pedro II.

 

Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen nasceu em 1837 no principado de Sigmaringen, no atual estado alemão de BadenWurtemberg. Era neta do príncipe reinante, filha dos príncipes herdeiros e parente próxima dos Bonaparte. Rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Pedro V em 1858, faleceu em Lisboa no ano seguinte. Mulher instruída, com firmes convicções políticas e espírito reformador, foi, contudo, incapaz de ter a influência que desejava.

Maria Pia de Saboia nasceu em 1847 em Turim, capital do reino da Sardenha. Era neta do rei Carlos Alberto, filha dos príncipes-herdeiros, Vítor Manuel de Saboia e Maria Adelaide de Habsburgo. Tornou-se rainha de Portugal em 1862, com apenas  15 anos. Com base em documentação privada os autores retratam-na como uma mulher inteligente, generosa, arrojada e majestosa. Foi a rainha mais amada no século XIX, a que mais tempo «reinou» e a que mais contribuiu para a boa imagem da família real, apesar dos seus gastos. Manteve com D. Luís uma relação terna e cúmplice, inclusive em assuntos políticos. No reinado de D. Carlos exerceu ação diplomática até agora ignorada. Faleceu em Piemonte,  em 1911, ao fim de 9 meses de exílio.

Colecção Rainhas de Portugal, do Círculo de Leitores, cada volume tem o preço de 24,90 euros.

Texto de Clara Inácio

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