Nuno Júdice venceu a XXII Edição do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana

Nuno JúdiceNuno Júdice acaba de ser anunciado vencedor da XXII Edição do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana. O Prémio que é concedido pelo Património Nacional e pela Universidade de Salamanca e é considerado o mais prestigiado deste género no universo Ibero-americano, reconheceu o conjunto da obra de Nuno Júdice, publicado pela Dom Quixote, tornando-o no vencedor da XXII Edição do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana.

O júri constituído por 18 personalidades ibero-americanas da área da filologia, da literatura e do ensaio literário, entre eles, José Rodriguez-Spiteri Palazuelo, Presidente do Património Nacional, Daniel Hernández Ruipérez, Reitor da Universidade de Salamanca, José Manuel Blecua Perdices, da Real Academia Espanhola, e Víctor García da la Concha, Director do Instituto Cervantes, decidiu, assim, consagrar a trajectória de Nuno Júdice, poeta, ensaísta e ficcionista.

Nuno Júdice, que publicou, no passado mês de fevereiro, a novela A Implosão, sob a chancela da Dom Quixote, já foi galardoado com vários prémios literários, nomeadamente o Prémio Pen Clube, em 1985, o Prémio Dom Dinis, em 1990, o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, em 1995, e o Prémio Fernando Namora, em 2004.

Nuno Júdice nasceu na Mexilhoeira Grande, Algarve, em 1949. Formou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa. É professor associado da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989. Entre 1997 e 2004 desempenhou as funções de Conselheiro Cultural e Director do Instituto Camões em Paris. Tem publicado estudos sobre teoria da literatura e literatura portuguesa. Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1972. Tem livros traduzidos em várias línguas, destacando-se Espanha, onde tem uma antologia na colecção «Visor» de poesia, e França, onde está publicado na colecção Poésie/Gallimard. Dirigiu até 1999 a revista Tabacaria da Casa Fernando Pessoa. Em 2009 assumiu a direcção da revista Colóquio/Letras da Fundação Calouste Gulbenkian.

 Texto de Sandra Dias

 

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