No Dia Mundial do Livro, eu escolho: “As Aventuras de Huckleberry Finn” de Mark Twain

Quando decide fugir dos maus tratos do pai e ir à aventura pelo largo Mississípi a bordo de uma jangada, acompanhado pelo escravo fugido, Jim, Huckleberry Finn nunca imaginou as aventuras que o esperavam, nem tão pouco o peso que iria chegar sentir pela responsabilidade das suas acções.

Contado em tom humorístico, com diálogos hilariantes e situações divertidas, As Aventuras de Huckleberry Finn descreve a vida e as gentes no Sul dos Estados Unidos da América, mas é também um livro sério, que aborda assuntos importantes como a escravatura, a amizade, o crescimento do indivíduo, a crueldade humana, contadas sempre pelo ponto de vista de Huck, que mantém a sua visão infantil, com um fundo generoso e genuinamente bom, mas inteligente.

Publicado em 1885 nos Estados Unidos, o livro que segue As Aventuras de Tom Saywer, e cuja acção se situa em 1835, é um dos mais conhecidos do escritor norte-americano Mark Twain, pseudónimo de Samuel Clemens, cujo centenário sobre a sua morte se celebrou quarta-feira, dia 21 de Abril.

Desde o primeiro capítulo, que começa com um Huck Finn rico, adoptado, a aprender a ler e a escrever e a sentir-se relativamente só, o leitor é desafiado a acompanhar este menino na jornada do seu crescimento, ao longo de uma viagem pelo rio, influenciado pelas pessoas que conhece, a forma como interagem uns com os outros, a aprender o peso das escolhas e do que é certo ou errado.

Um livro divertido e cativante, que parece por mais a pensar o leitor, do que propriamente o narrador…

As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain, editado pelas Publicações Europa-América.

Por Catarina Delduque – jornalista

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