Museu do Oriente recebe prémio e inaugura nova exposição

A passada sexta-feira, dia 9 de Abril, foi mais um dia marcante no breve tempo de vida do Museu do Oriente, inaugurado a 8 de Maio de 2008. O Museu recebeu o prémio de “Melhor Museu Português” atribuído pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia) em 2009, inaugurou a exposição temporária – Macau: sentir o património e celebrou novos protocolos, com cinco instituições, numa cerimónia que contou com a presença da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas.

Instalado nos antigos armazéns frigoríficos de Alcântara, onde se guardava o bacalhau, o Museu acolhe cerca de 1400 peças, que incluem esculturas, pinturas, porcelanas, tecidos, objectos religiosos, objectos decorativos entre outros, distribuídas por sete espaços temáticos, representativas da “Presença Portuguesa na Ásia” da colecção da Fundação do Oriente, 650 peças de cerca de 13 mil, oriundas dos vários países da Ásia, pertencentes à colecção Kwok On, e várias exposições em simultâneo.

O projecto arquitectónico do museu é da autoria do arquitecto Carrilho da Graça e o projecto museográfico do professor Fernando António Baptista Pereira. A parte de conservação e elaboração do projecto museológico esteve a cargo da Professora Doutora Natália Correia Guedes, primeira directora do museu, que foi também agraciada com o prémio de “Melhor Ppersonalidade na Área da Museologia” pela APOM. 

Para além de uma rica e muito activa actividade expositiva, o museu promove vários workshops ligados às diferentes culturas do Oriente, consferências e seminários e espectáculos no seu auditório. Completam a oferta um restaurante no último piso do edifício dedicado à gastronomia oriental.

Tudo razões que levaram à escolha do museu como o melhor de 2008, um prémio entregue em mão pelo presidente da APOM, João Neto, a um emocionado presidente da Fundação Oriente Carlos Monjardino, e que juntamente com uma plateia cheia de amigos e parceiros, ouviu os parabéns e elogios da Ministra da Cultura, na sua primeira visita oficial a este espaço.

Nesta cerimónia foram também assinados protocolos com o Centro Nacional de Cultura (representado pela doutora Maria Calado), Fundação Inatel, Associação Nacional de Municípios Portugueses, o Turel – Turismo Cultural e Religioso e o Automóvel Club de Portugal.

Exposição Macau: Sentir o Património

A cerimónia marcada para as 18h00, começou com a inauguração da exposição fotográfica Macau: Sentir o Património, da autoria da fotógrafa portuguesa Carmo Correia, que vive em Macau e foi distinguida, em 2008, com uma menção honrosa no Pilsner Urquell IPA, um dos maiores e mais prestigiados concursos de fotografia do mundo.

Nesta mostra, uma das três exposições temporárias actualmente no museu, o visitante pode através do olhar desta portuguesa, conhecer ou relembrar a presença portuguesa em Macau, nomeadamente através dos monumentos do Centro Histórico do antigo reduto português no Oriente. Um conjunto de fotos a preto e branco que nos transportam para outro mundo, a Oriente.

O museu está aberto todos os dias, (com excepção da segunda – feira, das 10h00 às 18h00 e às sextas-feiras até às 22h00, com entrada gratuita a partir das 18h00.

Texto e Fotos de Elsa Furtado

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