Museu do Chiado em Lisboa inaugura nova exposição permanente

3-Columbano_Bordalo_PinheiroO Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado em Lisboa (MNAC) inaugurou hoje a sua nova exposição permanente, que apresenta várias novidades, nomeadamente na selecção e disposição das peças apresentadas, e na remodelação das salas e linguagem expositiva.

A exposição permanente documenta a produção artística em Portugal entre 1850 e 1975, tendo sido feita uma seleção rigorosa de cerca de cem obras (motivada pelo espaço exíguo das salas),  dispostas por cronologias e principais tendências artísticas de cada período.

As obras entre 1975 e a atualidade serão apresentadas em exposições temporárias, organizadas segundo diferentes temas e ideias.

São assim passadas em revista várias tendências da pintura e da arte, nomeadamente e por ordem cronológica, o Romantismo e Pré-Naturalismo representada por exemplo por Tomás da Anunciação, António José Patrício e Francisco Metrass.

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Segue-se o Naturalismo com os pintores Silva Porto e Marques de Oliveira que trouxeram a novidade da captação da luz em pintura ao ar livre. Destacam-se também Columbano Bordalo Pinheiro e António Ramalho assim como João Vaz.

No final do século XIX aparece o Naturalismo tardio e o Simbolismo seguido do Modernismo a partir da década de 1910. Aqui surgem os pintores Guilherme Santa-Rita e Amadeo de Souza Cardoso que tinham chegado a portugal com as estéticas das vanguardas europeias – Cubismo, Futurismo e Dádá.

O Neorealismo e o Surrealismo na década de 1940 é representado por, por exemplo, Júlio Pomar, António Pedro António Dacosta, Cândido Costa Pinto, Vespeira Fernando Azevedo e Mário Cesariny.

A exposição permanente dá-nos a conhecer ainda o período de Abstração, na década de 1950 com Fernando Lanhas, Nadir Afonso e Rodrigo que afirmam a rutura com a representação figurativa, através da abstração geométrica, assente em relações matemáticas que geram princípios de equilíbrio, harmonia e ordem.

Na década de 1960 surge a Nova Figuração que recupera a representação da realidade concreta sendo exemplo disso as obras de Paula Rego.

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O percurso expositivo da nova exposição termina com as Neo Vanguardas, que apresenta obras da transição de 1960 para 1970, representadas por Eduardo Nery, Jorge Pinheiro, Ângelo de Sousa, Fernando Calhau, João Vieira e António Sena.

A Exposição Permanente estará patente ao público no Piso 3 do Museu do Chiado e pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10h00 às 18h00. O preço do bilhete é de 4 euros.

Texto de Joana Resende
Imagens MNAC

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