Museu do Caramulo prolonga até Setembro a exposição A Arte da Guerra

Face ao sucesso da exposição A Arte da Guerra, atualmente patente ao público, o Museu do Caramulo decidiu prolongar a exibição até 30 de Setembro.

A mostra de suportes de propaganda sob o prisma artístico junta mais de cem peças originais, como cartazes, panfletos, filmes ou crachás de vários países intervenientes na guerra como os EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Japão e a União Soviética, demonstrando que estes veículos de propaganda exaltaram as emoções dos cidadãos, inspirando sentimentos de patriotismo e nacionalismo, vocacionando-os para o apoio activo ao esforço de guerra, apelando ao alistamento nas forças armadas, à doação de bens, ao trabalho e produção industrial, ao investimento em Títulos de Guerra, em suma, que todos se sacrificassem em prol do esforço de guerra.

Na exposição é dado relevo ao cartaz impresso que, pela força das suas imagens, foi a principal forma de propaganda, beneficiando da facilidade de produção e aplicação em qualquer local, bem como, da universalidade da sua  mensagem ao transmiti-la de forma igual a todos os cidadãos, moldando o seu pensamento e mudando, assim, as suas vidas.

A exposição pode ser vista diariamente das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A Arte da Guerra – Propaganda da II Guerra Mundial

Integrado na exposição A Arte da Guerra foi lançado o livro A Arte da Guerra – Propaganda da II Guerra Mundial”, que serve simultaneamente também de catálogo da exposição .

O livro, que conta com o prefácio de Jaime Nogueira Pinto e textos de Salvador Patrício Gouveia, aborda  temas  como “Produção”, “Financiamento”, “Motivação”, “Protecção” e “Racionamento” que marcaram as obras publicitárias da II Guerra Mundial, demonstrando que aquele conflito não foi apenas travado  nas frentes de batalha, mas também através da guerra psicológica, em que o cartaz foi “arma” fundamental para o envolvimento dos cidadãos.

Por Rui de Albuquerque Inácio

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