Monstra 2009 : Quarto Dia

No quarto dia da Monstra Festival 2009 , temos em competição os filmes Nocturna e Max & CO.

Nocturna monstra_nocturna

No orfanato onde Tim vive, a vida desenvolve-se ao ritmo dos jogos de bola, das corridas pelos corredores e das brincadeiras entre colegas. Uma noite, quando toda a gente dorme, Tim vê cair do céu a “sua” estrela, Adhara, com quem ele tem o hábito de conversar antes de ir dormir. Ao querer seguir a sua queda ele cai do telhado onde estava e é miraculosamente salvo pelo Pastor dos Gatos, que se torna seu protector. Para sua surpresa, Tim descobre que toda uma organização incrível e impensável rege o mundo da noite, sob o controlo avisado de Moka. Tim encontra as personagens que tornam a noite tão mágica e ao mesmo tempo descobre que este novo mundo está em perigo… Uma sombra ameaça os habitantes e Tim parece ser, apesar de tudo, o único a poder defendê-los. A menos que as Ébouriffeuses, Monsieur Pi ou Moka se decidam a ajudá-lo na sua luta com a escuridão invasora.

Partindo da realidade universal que consiste no facto da noite despertar em toda a gente um misto de medos e de magia, “Nocturna” cria um universo completamente de raíz, sem época nem lugar definidos, preservando o espírito dos contos de fadas clássicos. Fábula moderna, com um visual arrojado, “Nocturna”, estreia de Adrià García e de Vitor Maldonado na realização de longas-metragens, é o mais recente filme da produtora espanhola Filmax, que tem no currículo fitas como “El Cid – A Lenda”, “Gisaku” e “Donkey Xote”. Segundo a opinião generalizada, é o melhor filme do estúdio, aqui a trabalhar em parceria com a francesa Animakid Productions, com quem já tinha criado “Pinóquio 3000”.

Max & CO.

Na Bzz e Co., fábrica de mata-moscas, os negóciosmax_and_co
não correm muito bem: não há moscas suficientes! Quando os accionistas inquietos decidem racionalizar a operação da fábrica, um sábio louco lança-se num projecto de moscas mutantes que não tardam a atacar os habitantes da cidade. Max, um jovem em busca do seu pai, o famoso trovador Johnny Bigoude, descobre as manipulações da Buzz e Co. e, acompanhado pela sua nova amiga Félicie, tenta frustrar-lhe os planos.

Com um orçamento de 14 milhões de euros, “Max & Co.”foi, segundo várias fontes, o filme mais caro alguma vez feito na Suíça e, embora muito bem recebido pela crítica, a falta de adesão de público provocou a falência do estúdio que o produziu. Apesar disso, os seus méritos artísticos são indesmentíveis, tendo recebido os mais rasgados elogios um
pouco por todo o lado, tanto pela impressionante fluidez da sua animação, como pela expressividade das figuras e pelo subtexto político da história. Filme de animação de volumes com uma sofisticação poucas vezes vista em termos de longa-metragem, “Max & Co.” venceu o cobiçado Prémio do Público do Festival Internacional de Animação de Annecy.

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