MITO arranca hoje em Oeiras e apresenta 58 espectáculos

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O MITO – Mostra Internacional de Teatro de Oeiras arranca hoje, no Auditório Municipal Eunice Munoz em Oeiras, numa iniciativa inserida nas comemorações dos 250 anos do Município de Oeiras, e que vai apresentar cerca de 58 espectáculos nesta primeira edição, que decorre até 13 de Setembro.

Dedicada à Língua Portuguesa, esta primeira edição vai dividir-se  em diversas actuações de teatro, dança, circo, contos, oficinas de teatro e música. Ao todo o Mito vai acolher 58 espectáculos teatrais – dos quais quatro são estreias absolutas –, apresentados por 24 companhias oriundas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal.mito_6241

O festival oferece uma programação muito diversificada, que inclui ainda outras vertentes também elas inspiradas no MITO: Mito Clássico, Mito Urbano, o Mitinho (teatro para os mais pequenos) e Mito Paralelo, cujos espectáculos decorrem em várias salas e espaços públicos do Concelho.

Na área Mito Clássico são apresentados espectáculos no clássico “palco à italiana”. O Mito Urbano incide sobre apresentações arrojadas em espaços públicos, em palcos não convencionais. O Mitinho apresenta um conjunto de obras, com uma forte vertente lúdico-pedagógica, para os mais novos e o Mito Paralelo consiste em workshops, conferências, mesas redondas e outros.

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Quem também vai marcar presença no MITO é a actriz Beatriz Batarda, com o monólogo De Homem para Homem, em digressão nacional há um ano, e que termina com a paticipação no festival, no dia 6 de Setembro, às 21h30, no Auditório Municipal Eunice Muñoz.

De Homem para Homem, (título original – Jacke Wie Hose) é um conto poético e político de Manfred Karge, que conta a história de Ella, uma mulher que perde a identidade para sobreviver. Ella, não conseguindo arranjar emprego, casa com um homem mais velho e doente para ter casa e o que comer. Apercebendo-se da gravidade da doença do marido, empenha-se em juntar todas as informações necessárias para poder passar-se por ele, substituindo-o no seu emprego. No entanto, quando o marido morre, é ela que também é “enterrada”.

Esta peça, à semelhança de todas as outras exibidas durante o Mito, tem entrada livre, sendo os bilhetes distribuidos no local do espectáculo, consoante a sua lotação.mito_6043

O MITO resulta de uma proposta do director artístico da Companhia de Actores, António Terra, e foi pensado para integrar as comemorações dos 250 anos da subida a Concelho de Oeiras.

A apresentação ocorreu ontem em Oeiras, na presença de inúmeros convidados, entre eles João Gil – director artístico do festival “Amor é Fogo”, dedicado à Lusofonia, que decorreu no Parque dos Poetas de 17 a 19 de Julho, a actriz Eunice Munoz, entre outros.

Texto de Cristina Alves
Fotos de Sara Santos

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