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Mariza deixou ontem Coliseu de Lisboa em apoteose

2 de Novembro de 2009

Mariza5Os sons do fado e o trinar da guitarra voltaram a encantar e a emocionar o Coliseu de Lisboa, ontem à noite (dia 1 de Novembro), em mais um concerto de Mariza, o último da digressão “Terra” em Portugal, de promoção do álbum homónimo, lançado em 2008 e pelo qual a artista já recebeu vários prémios.

O concerto de ontem, o segundo de Lisboa, foi mais um grande momento de espectáculo e da música portuguesa. A intérprete começou com “Recurso”, um fado calmo da autoria de David Mourão Ferreira, seguido de “Já me Deixou”.

A terceira música da noite, e a primeira ovação, foi para “Maria Lisboa”, que levou a fadista a brincar com a plateia, quando estes gritaram “Lindaaa” “Puxa!!” “Vaiiii!!”, ao que ela respondeu “Mas vocês sabem cantar?”, depois fazendo a vontade ao público e mostrando do que é capaz, puxou pela sua voz e terminou o fado.

Mariza3Seguiram-se “Chuva”, da autoria de Jorge Fernando e “Morada Aberta”, da autoria da dupla Carlos Tê e Rui Veloso, e no fim da qual recebeu mais uma ovação de palmas. A música seguinte foi cantada em crioulo, lembrando as suas origens cabo verdianas, “Beijo de Saudade”.

“Meu Fado Meu”, “Primavera”, “Vozes do Mar”, “Minh’Alma”,”Tasco da Mourararia” – sobre a sua infância, foram outros dos temas. Mas os grandes momentos foram com “Barco Negro”, que pôs todo o Coliseu a cantar “Eu sei meu amor que nem chegaste a partir…”, acompanhado com palmas, que marcavam o ritmo e iluminado por um cuidado jogo de luzes.

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Entre os temas mais alegres destacaram-se “Rosa Branca” e a “Feira de Castro”, que Mariza cantou e pulou, provocando inúmeros aplausos, regressando de seguida para cantar “Senhor Vinho”.

Termina agradecendo a presença e o apoio de todos os presentes, dizendo, “Vocês são a gente da minha terra”, tema com que finalizou o concerto, no qual desceu até ao meio do público, despedindo-se de um Coliseu rendido à sua voz, numa ovação de pé e oferta de flores.mariza7

Como já é habitual, Mariza regressou para o encore, entre gritos de “És a Maior!!!”, então pediu para baixar as luzes e simular o ambiente de uma taberna, sem microfones e acompanhada à viola e à guitarra por Ângelo Freire e Diogo Clemente (que já antes tinham brilhado num momento instrumental), a fadista mostrou que ainda sabe cantar sem grandes tecnologias e para grande alegria do público interpretou alguns versos do “Fado Mouraria”, seguido de Alfama  da autoria de Ary dos Santos e Alain Oulman. A noite terminou em apoteose, numa chuva de palmas e gritos, que parecia que o “Coliseu vinha abaixo”.

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Por Sara Santos

Um comentário »

  • Diana diz:

    Olá!
    Eu vi o concerto no dia 29, no Coliseu do Porto. É realmente fantástico. Dos melhores concertos que já vi! Mariza está de parabéns pela sua voz, pelo seu trabalho e pela sua presença em palco.

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