Marco Paulo No Campo Pequeno: 50 Anos, 50 Rosas 

Reportagem de Madalena Travisco (Texto) e Joice Fernandes (Fotos)

Uma breve e emblemática retrospetiva fotográfica das diversas fases dos 50 anos de carreira de Marco Paulo abriu alas para a entrada do ”verdadeiro artista” em palco para gáudio de todas e de todos os que lotaram a sala do Campo Pequeno ontem à noite, 10 de dezembro.

De paletó branco, estilo bem próprio, arranca com o “Como Passaram Os Anos”, após a qual, olha em direção aos céus e dirige-se à assistência que lhe responde prontamente: “Boa noite Lisboa! (boa noite) Boa noite Campo Pequeno! (boa noite) Boa noite Portugal! (boa noite). Estou muito feliz por estar na vossa companhia esta noite (aplausos). Fiz tantos, tantos concertos, mas este é especial para mim, porque vocês são especiais para mim (…). Dentro da felicidade que lhe assiste, não deixou de mencionar que lhe consola saber que “(…) as músicas do Marco Paulo nunca deixaram de estar presentes nas vossas (nossas) casas – nos bons e nos momentos menos bons (…)”.

Segue-se o segundo tema – “Morena Morenita” – a primeira a arrancar muita gente das cadeiras, respondendo a repto de Marco Paulo para que “cantem, batam palmas, dancem, divirtam-se.” Foi o mote para as duas horas de concerto.

Quando Marco Paulo canta os sucessos da carreira, não há quem o sossegue a ele ou às vozes que sabem todas as letras de cor. Marco Paulo mexe. Marco Paulo remexe. Marco Paulo abre-se e mostra-se para nós. Igual a si próprio, sempre. Passa pelos grandes êxitos, uns atrás dos outros: “Joana”, “Taras e Manias”, “Mais e Mais Amor”, “Mulher de 40”, “Eu Tenho Dois Amores”, “Anita e Ninguém Ninguém (em medley)”, “Maravilhoso Coração”; “Nossa Senhora”, ou “Sempre Que Brilha o Sol”.

Pelo meio, outros temas como “Lágrimas de Amor”, “Amor Sem Limite”, “Além da Cama”, “Toda Uma Vida (dueto com Telmo)”, “Amor Eterno”, “O Que Fazes Esta Noite”, “Que Pecado” e “Na Hora do Adeus”. Por muitas vezes com os refrões cantados no final à capela; noutras com bonitos apontamentos coreográficos: um casal de bailarinos no “Além da Cama”; uma menina bailarina contorcionista na “Anita”; o casal e a menina no “Ninguém Ninguém” e uma acrobata em lira e panos no “Que Pecado”. As luzes dos telemóveis pareceram velas no “Nossa Senhora”. Em todas, uma orquestra maravilhosa. Não faltou a bela selfie para a página do Facebook.

E no final de muitas canções, a bela pergunta retórica: “Gostaram?!”

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