Lisbon Unplugged: um festival alternativo que não conquistou

Lisboa recebeu no passado fim-de-semana, nos dias 10 e 11 de Setembro, a primeira edição do Festival Lisbon Unplugged, o primeiro festival “desligado de preconceitos”, na Tapada da Ajuda, numa iniciativa que ficou marcada pela fraca afluência de público.

No espaço do Instituto Superior de Agronomia, foram instalados três palcos, cada um dedicado a uma temática diferente:  Diversidade, Artes e Electrónica.

No primeiro dia passaram pelo recinto nomes como Jay Jay Johanson, Rita Redshoes, Torino, Berlam e Banda Larga. Já no segundo dia marcaram presença Sinamantes, Betty, Au Revoir Simone, The Veils  e David Fonseca.

O segundo dia arrancou com Sinamantes, um trio paulistano, que formado por dois brasileiros e uma argentina mistura a música pop brasileira e a latino-americana. Ainda com um público muito reduzido no recinto, seguiu-se outro trio em palco, este de Nova Iorque, as irreverentes Betty que com toda a sua descontracção e boa disposição apresentaram alguns temas do seu mais recente álbum Bright & Dark, e como não podia deixar de ser, o tema da famosa série  The L Word.

As Au Revoir Simone, que já não são nenhumas estranhas aqui pelo nosso país, foram as meninas que se seguiram e animaram as ainda poucas pessoas que se encontravam no alto da Tapada da Ajuda.

No palco Diversidade, a música seguiu com Nikolaj Grandjean, nosso conhecido pelo tema “Heroes and Saints”. Seguiu-se David Fonseca, para aquela que foi considerada a actuação da noite, com uma energia contagiante (que  faz com que seja um dos mais conceituados artistas do panorama nacional).

O concerto teve de tudo, interacção com o público, mudanças de guarda-roupa, uma cabine telefónica e, uma coisa inédita nos concertos de David Fonseca, o artista desceu do palco, dirigiu-se à cabine de som e voltou enquanto tocava.

A noite terminou com a actuação de da banda britânica The Veils. Apesar da energia da banda indie, parecia que a razão principal para o público ter ficado a assistir à actuação foi a curiosidade. Pouco entusiasmo por parte do público e pouco entusiasmo por parte da banda que, para nome principal do último dia de festival merecia mais.

Depois de dois dias de festival, há duas perguntas que ficam no ar: Estará Lisboa preparada para um festival “desligado de preconceitos” e haverá uma segunda edição do Lisboa Unplugged ?

Questões pertinentes, não devido há qualidade dos artistas participantes, mas sim devido à afluência do público, que foi bastante reduzida, cerca de 200 pessoas, um número muito longe das “entre 10 e 15 mil pessoas” que eram esperadas pela organização para o evento.

Texto de Sara Santos e Luís Gonçalves
Fotos de Sara Santos

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