Largo de São Carlos recebe 2ª edição do Festival ao Largo

Depois do sucesso verificado na primeira edição, à qual assistiram 14.900 pessoas, o Festival ao Largo volta a transformar Lisboa, animando um dos seus largos mais emblemáticos, o de São Carlos, com mais espectáculos e durante mais tempo.

Ao todo vai haver 29 espectáculos, com entrada livre, de música sinfónica e coral-sinfónica, dança e teatro, que vão ter lugar entre 26 de Junho e 26 de Julho de 2010.

A edição deste ano do Festival ao Largo foi ontem apresentada, numa conferência de imprensa que contou com a presença da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, do Presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, assim como dos representantes do Conselho de Administração do OPART, entidade organizadora do evento.

A ocasião serviu também para o presidente do Turismo de Portugal, principal parceiro do festival, fazer a entrega oficial a Pedro Moreira, presidente do Conselho de Administração do OPART,  do contrato de financiamento no valor de 428 mil euros.

Entre as novidades da edição de 2010 do Festival ao Largo, destaca-se, na primeira semana, a realização de espectáculos em dois horários diferentes, às 19hoo e às 22hoo, e a participação da Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique (CNCDM) e as actuações de seis orquestras nacionais: Orquestra Sinfónica Portuguesa; a Orquestra Gulbenkian; a Orquestra Metropolitana de Lisboa; a Orquestra do Algarve, a orquestra Divino Sospiro e a Orquestra Sinfónica Juvenil, entre outros agrupamentos, tais como o Coro do TNSC, o Coro Gulbenkian, Camerata Vianna da Motta, Lusitania Ensemble, Jovens Vozes de Lisboa.

O palco do Festival ao Largo 2010 é inaugurado com cultura tradicional africana em dois espectáculos diferentes: Em Moçambique o Sol Nasceu (a 26 e 27 de Junho) e Concerto: música tradicional moçambicana (28 de Junho) – interpretados pela Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique.

O programa de encerramento e as noites de bailado, a partir de 20 de Julho, estão entregues à Companhia Nacional de Bailado (CNB) que actuará ao ar livre com três programas distintos. Dois espectáculos, intitulados 5 Tangos, com três bailados numa noite (Lento para quarteto de cordas de Vasco Wellenkamp, À Flor da Pele de Rui Lopes Graça e 5 Tangos de Hans van Manen), um espectáculo com o bailado Savalliana de Rui Lopes Graça e, para terminar nos últimos dias, uma Gala de Bailado. Ainda da responsabilidade da Companhia Nacional de Bailado vai haver de 21 a 23 de Julho, às 19h00, uma Aula Aberta.

Durante um mês haverá  actuações de diversos agrupamentos com sonoridades totalmente distintas numa viagem pelo universo de Mozart (6 de Julho), Strauss (30 de Junho), Verdi (17 e 18 de Julho), Vivaldi (1 de Julho), Tchaikovsky (2 e 3 de Julho), Donizetti (14 de Julho), entre outros compositores de música clássica e até brasileira (Felix Mendelsshon, Ary Barroso, Zequinha d’Abreu, Tom Jobim e Edu Lobo, interpretados pela Camerata Vianna da Motta a 5 de Julho).

Na noite de 15 de Julho vai acontecer aquele que é considerado pela organização como o momento alto do festival: a Noite Germana Tânger, em homenagem à encenadora e declamadora portuguesa, que terminou a sua carreira artística em 1999.

Concebida por João Grosso, Sara Oliveira e Rui Alexandre, esta homenagem, produzida pela OPART em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, vai contar com a presença da própria Germana Tânger e do actor e também encenador João Grosso.

Organização festeja dois anos de sucesso

Segundo Pedro Moreira, presidente do Conselho de Administração do OPART, disse na apresentação à imprensa, “estão reunidas as condições para que o Festival ao Largo reforce a sua posição como evento de referência no panorama cultural nacional e internacional, ao nível dos muitos festivais de cultura que têm lugar por toda a Europa durante o Verão”.

Uma opinião que é partilhada por Carlos Vargas, administrador do OPART, que vai mais longe ao defender que “a programação do festival procurou dar resposta a uma lacuna na oferta cultural da cidade, tirar partido das noites de Verão ao ar livre e desenvolver actividades conjuntas com a gestão municipal central, a Junta de Freguesia dos Mártires e as associações comerciais da zona”. O responsável acrescentou ainda que “o Festival ao Largo foi também pensado como oferta especialmente dirigida à população turística e, nesse sentido, foi desenvolvido em conjunto com as entidades responsáveis pelo sector”.

Em termos culturais, Carlos Vargas acredita que a consolidação do evento e sua repetição nos próximos anos “poderá ajudar o Chiado a revitalizar-se como destino e permitirá construir um imaginário novo, contemporâneo e vivo para a população da cidade”. “Por outro lado, a sua afirmação permitirá consolidar a imagem das instituições públicas a ele associadas e, caso assim se pretenda, contribuir para a afirmação de lisboa como destino cultural nos mercados internacionais”, acrescentou.

Texto de Cristina Alves
Foto do festival gentilmente cedida pela OPART
Foto 5 Tangos de Sara Santos

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