José Raposo é o “Libertino” no Trindade, de José Fonseca e Costa

Reportagem de Sara Santos

Podia ser um filme, mas não é. Na próxima quinta-feira, dia 1 de março José Raposo e Maria João Abreu sobem ao Palco do Teatro da Trindade com O Libertino, de Éric Emmanuel-Schmitt. Uma sátira cómica e que conta com a particularidade de ser encenada pelo realizador José Fonseca e Costa e contar ainda com a colaboração do conceituado Eduardo Serra no Desenho de Luz. Fazem também parte do elenco Custódia Gallego, Filomena Cautela, Diana Costa e Silva e Tiago Aldeia, numa peça sem igual, e que é uma das principais apostas da temporada teatral do Trindade.

Em O Libertino, Diderot, um inveterado mulherengo, retira-se para descanso num castelo, onde está a ser desenhado por Madame Therbouche, uma retratista que lhe pede que o deixe pintar «tal como a natureza o fez vir ao mundo». Inesperadamente, ao famoso filósofo é solicitado que escreva o artigo sobre “Moral” para “A Enciclopédia”, obra a que já se vem dedicando há muitos anos…Este é o ponto de partida de um dia louco para Diderot. A peça baseia-se numa anedota real, Diderot e Madame Therbouche encontraram-se para uma sessão de pintura. Mme Therbouche queria pintar o retrato de Diderot e pediu-lhe para se despir completamente. Diderot obedeceu e, como a senhora era muito bonita, o seu desejo foi despertado até se tornar óbvio. A senhora, meio chocada, meio encantada, gritou e Diderot fez a seguinte observação espirituosa: “Não tenha medo madame, não sou o mais duro dos dois”.

A peça vai estar em cena até dia 8 de abril, de quarta a sábado às 21h00 e domingo às 16h00. Os bilhetes já estão à venda na bilheteira do teatro e variam entre os 8,50 euros e os 15 euros.

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