Indie Lisboa’10 já invadiu cinemas da capital

O dia de ontem ficou marcado pela abertura do Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa (o Indie), que nos trás as últimas propostas deste género de cinema. A competição decorre em quatro salas da cidade de Lisboa (Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema City Alvalade e Cinema Londres), com cerca de 270 filmes em exibição até 2 de Maio.

O Indie continua a trazer cinematografias praticamente invisíveis nas salas, Castro da Argetina é um bom exemplo, ou mais próximas e com referências mais reconhecíveis, caso do filme C’est Dejá l’Été, inspirado no trabalho realista dos irmãos Dardenne.

Outro caso ancorado na realidade, o filme The Robber, conta a história verídica de um maratonista que é também assaltante de bancos e que ficou conhecido na Áustria durante os anos 80.

A memória chega mais longe na competição internacional, com o filme The Blacks, um esquadrão de morte na guerra dos Balcãs, que depois de assinadas as tréguas ainda vai ter de enfrentar demónios construídos no campo de batalha.

A única presença portuguesa na competição internacional marca a estreia de Pedro Caldas na longa metragem. Guerra Civil é uma história de amor de Verão, passada durante os anos 80, com banda sonora depressiva dos Joy Division a acompanhar uma das personagens centrais. O jovem Rui é um adolescente desalinhado e agastado com o mundo que o rodeia, incapaz de se relaccionar com amigos e família.

A edição deste ano, a sétima, presta homenagem à ‘heroína independente’ Heddy Honigman e ainda à secção Fórum de Novo Cinema do Festival Internacional de Cinema de Berlim (que completou 40 anos em 2009), oferecendo uma retrospectiva da realizadora e uma selecção de filmes que fazem parte da história do ‘fórum’.

Para além destes e dos filmes a concurso, o festival conta ainda com diversas actividades paralelas, onde se incluem, por exemplo, seminários para adultos e workshops para crianças – inseridos no âmbito do IndieJúnior.

Por Cristina Alves

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