Hungria: entre o esplendor de outros tempos e o bulício dos tempos modernos

Em época de Verão, porque não uma escapadinha até à Hungria e à sua majestosa capital Budapeste, e se o tempo permitir dê uma saltada a Pécs, uma das três capitais da cultura de 2010, mas comecemos a viagem pela capital. Antiga cidade do Império Austro-Húngaro, Budapeste fica localizada nas margens do Danúbio, o segundo maior rio da Europa, a capital da Hungria está dividida em duas parte, Buda e Peste, cada zona com características distintas.

Começamos a visita pelo lado de Peste, a zona mais nova, é aqui que ficam as avenidas maiores da cidade, as lojas internacionais e também os maiores hotéis da capital húngara.

Neste lado da cidade é obrigatória uma paragem na Praça do Herói, dos dois lados do conjunto escultórico monumental, dois dos maiores museus da Hungria, a Galeria Nacional Húngara e o Museu Nacional. Ainda deste lado da cidade, o Teatro Nacional, a ópera e a monumental basílica de Santo Estevão.

Um passeio a pé pela zona antiga, cheia de lojas e cafés tradicionais, completam o programa, mas chegada a hora da refeição a sugestão é a “Strudel House”, um restaurante antigo, familiar, onde a especialidade é a strudel e o cliente pode ajudar a fazer a sua, seja doce ou salgada.

Para a tarde, a sugestão é uma visita à zona velha de Buda, onde ficavam as vinhas da cidade. Logo à entrada, ainda se podem ver as ruínas de um anfiteatro romano, deste lado fica o Bairro do Castelo de características medievais, onde se pode visitar o velho palácio real e a Igreja de São Matias (onde foram coroados reis da Húngria Francisco José e Elizabeth – imperadores da Áustria).

Junto à igreja, um miradouro com vista para o outro lado da cidade, daqui avista-se o Parlamento Nacional, e a Ilha Margarida (com um hotel termal), no meio do Danúbio e a separar as duas margens da velha cidade europeia.

Neste lado da cidade são vários os restaurantes instalados em velhas adegas, o “Symbol” é um deles, com mais de 250 anos e onde se podem provar mais de 200 vinhos de vários países, a comida é típica mas requintada, mas para quem preferir algo mais internacional, como a cozinha italiana o restaurante tem uma sala reservada e com decoração moderna, um bar e um lounge.

À noite em Budapeste são vários os sítios onde se pode ouvir música, assistir a um concerto ou ver um espectáculo, o nosso destaque vai para o novo “Palácio da Música”, com apenas cinco anos e classificado como a segunda sala de concertos com melhor acústica da Europa, do outro lado do passeio fica o novo teatro nacional, dois exemplos da importância que a música e a cultura têm na vida dos húngaros.

Também importante na vida da cidade, são os banhos turcos, herança do tempo em que a cidade viveu sob o domínio turco, e muito apreciados pela população devido às suas características termais.

A alguns quilómetros de Budapeste fica Gödöllo, uma pequena cidade onde a atracção principal é o castelo com o mesmo nome, usado como residência de verão pelos reis e imperadores do antigo império, e um dos locais preferidos da imperatriz Elizabeth. O edifício ficou em muito mau estado depois da segunda guerra mundial, estando ainda a ser recuperado, actualmente já se podem visitar algumas das divisões, como os aposentos dos reis e o salão de festas, decorados com cópias de mobílias da época.

A visita segue para Pécs, uma das três capitais europeias da cultura em 2010. Cidade universitária (a mais antiga da Húngria, fundada no século XIV), de ambiente mediterrânico, esta pequena cidade preparou para este ano uma programação cultural muito rica e diversificada, que abrange áreas como a música, as artes, o teatro, a ópera, exposições e conferências.
Na parte antiga da cidade ficam os dois principais museus. O primeiro equipamento está assente sob vestígios arqueológicos dos primeiros anos do cristianismo, que podem ser vistos através de vidros protectores, símbolos do período medieval podem também ser visitados neste espaço – o “Cella Septichora”. A poucos passos a pé fica o museu de cerâmica local – Zsolnay Múzeum, símbolo do desenvolvimento industrial e artístico da cidade, onde estão expostas algumas peças únicas de estilo arte nova e deco.

Destaque ainda para a Catedral, que fica na praça principal e para a mesquita muçulmana, vestígio de outros tempos. Fora da cidade, as vinhas e as adegas proliferam, na aventura de produzir um vinho tinto nacional a par de termas e spas.

Só este ano são esperados mais de um milhão de visitantes para a Capital da Cultura, foram construídos hotéis novos, equipamentos culturais e vai ser inaugurada uma nova sala de concertos em Novembro, tudo pensado para trazer nova vida e novo ânimo a uma cidade antiga e pequena, longe do bulício de Viena, Paris ou Londres.

1 Comentário

  1. e uma cidade fantástica, pena estar tudo muito velho, mas a reconstruir..
    adorei os banhos, que se podem encontrar por toda a cidade.
    como concelho aluguem uma bicicleta para dar umas boas voltas.
    E tenham cuidado com os condutores ainda são piores que em Portugal.

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