Grandes Naufrágios Portugueses 1149-1991 de José António Rodrigues Pereira

Os curiosos sobre a  história marítima de Portugal ganham uma nova ferramenta com a publicação do livro Grandes Naufrágios Portugueses 1149-1991, de José António Rodrigues Pereira.

São mais de 60 naufrágios, provocados por acidentes, batalhas navais ou falhas humanas, descritos no livro Grandes Naufrágios Portugueses 1149-1991 de José António Rodrigues Pereira, num relato empolgante e original, auxiliado por um  conjunto de mapas e ilustrações em que o autor acompanha o leitor na luta contra o mar, um adversário  sempre imprevisível e cheio de perigos.

Portugal é um país que deve grande parte da sua história ao mar e à sua relação com ele. A Expansão Portuguesa foi pautada pela descoberta do desconhecido, enfrentando correntes, ventos e lendas recheadas de monstros e outras terríveis criaturas, como o Adamastor. Depois de vencidos os mitos e as lendas, Portugal alcançou um papel maior na história mundial, marcando o mundo com a sua língua, raça, genes e cultura. O reverso da medalha é este livro – com a história dos naufrágios e da luta contra o mar.

Desde os primeiros séculos da nacionalidade com os navios das esquadras de D. Fuas Roupinho (1180), da conquista de Faro (1249) e de Manuel Pessanha (1337), à esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 1500; passando pelos séculos XVI e XVII, onde, graças ao aumento do comércio originado pela Carreia da Índia, se deu não só a maioria como também as mais dramáticas tragédias marítimas portuguesas, com referência entre tantos outros, aos desastres das naus Águia e Garça, em 1559, ou dos navios da esquadra de D. Manuel de Meneses, em 1627, terminando nos dias de hoje, em 1991, com o naufrágio do pesqueiro Bolama. Uma recolha exaustiva de 60 naufrágios, provocados por acidentes, batalhas navais ou por falha humana, muitos deles ocorridos na traiçoeira barra do Tejo, outros em locais por todo o mundo onde os portugueses andaram, destroços que continuam por descobrir e fascinam os caçadores de tesouros que ainda sonham com as riquezas que as naus portuguesas transportavam.                                                           

José António Rodrigues Pereira nasceu em 1948, em Lisboa. Ingressou na Escola Naval em 1966, sendo promovido a capitão-de-mar-e-guerra em 27 de Julho de 1999. Foi professor da Escola Naval, entre 1982 e 1990 e de 2006 a 2010. Esteve colocado no Departamento de Relações Bilaterais da Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional (1991-1995) e foi diretor do Museu de Marinha (2006-2010). É académico emérito da Academia de Marinha e académico honorário da Academia Portuguesa da História. Escreveu o livro Grandes Batalhas Navais Portuguesas, também publicado pela Esfera dos Livros.

Por Clara Inácio

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