Golegã é a “Capital do Cavalo” durante os próximos dez dias

GolegaA tradicional Feira de S. Martinho, na Vila da Golegã, começa hoje e prolonga-se até  ao dia 15 , numa iniciativa que integra também a 34.ª edição da Feira Nacional do Cavalo e a XI Feira Internacional do Cavalo Lusitano, conhecida internacionalmente pela qualidade dos seus cavalos lusitanos e pela dedicação das seculares famílias de criadores da região.

Nos dez dias da mostra passarão por ali cerca de 50 mil pessoas, na sua maioria criadores de cavalos que transacionam os melhores puro-sangue criados em Portugal e em vários países da Europa e das Américas, e que são vendidos para vários pontos do globo.

A feira, famosa nos quatro cantos do mundo, é uma oportunidade não apenas para quem gosta de cavalos, mas também para iniciados, que vão em busca de animais de alta performance. Estarão na mostra cerca de 800 animais e tudo poderá ser visto na vasta programação de apresentações e disputas, como os concursos de Resistência Equestre, de Saltos e Obstáculos, de Atrelagem e de Andamentos.

Ao longo destes dias, dedicados também a São Martinho, haverá lugar para as mais diversificadas iniciativas tendo como elo comum a cultura equina. Apresentação de cavalos puro-sangue lusitano criados no Brasil, concursos de cavalos de sela, além de um contínuo desfile de amazonas e cavaleiros no largo do Arneiro e jogos de “horseball” integram um programa cheio de actividades dedicadas ao cavalo.

A Escola de Equitação de alter do Chão, o Carrossel da Escola Prática de Cavalaria e a Escola Militar de Mafra irão protagonizar apresentações gerais de cavalos montados.

Um dos pontos altos da feira de Golegã, intrinsecamente ligado à sua origem histórica que remonta ao século XIV, ocorre na quarta-feira, dia 11, Dia de São Martinho. Neste dia haverá a Procissão de Romeiros pelas ruas da cidade e bênção na Igreja Matriz.

Também não faltarão as castanhas assadas, a água-pé e a jeropiga típicas desta época, as festas, o fado e os espectáculos de sevilhanas, um pouco por todas as casas com garagens e armazéns transformados em bares, tão característicos desta festa do cavalo.

Por Cristina Alves

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