A Frescura Do Menu De Verão Do Bastardo

Reportagem de Tânia Fernandes (Texto e Fotos)

Bastardo

Tal como as tendências de moda, as ementas de verão querem-se coloridas, frescas e leves. No Bastardo, junta-se-lhe uma boa dose de irreverência. O restaurante do primeiro andar do Hotel Internacional, num dos cantos do Rossio (na esquina com a Rua Augusta), faz lembrar aqueles miúdos endiabrados com valor é piada, a quem tudo desculpamos e achamos graça.

Bastardo“On this magic placemat calories don’t count. You’re welcome. Enjoy” é a primeira mensagem que recebemos, quando nos sentamos à mesa. A verdade é que nesta estação, vamos conseguir não pisar (muito) o risco com a propostas que Luís Rodrigues, o Chefe do Bastardo nos preparou.

Começamos com um amuse bouche de creme de cogumelos com queijo fresco. Em cima da mesa e dentro de uma colorida caixa feita com peças de Lego estão também as entradas: pães e uma manteiga com beterraba. Dá vontade de entrar neste espírito e desconstruir a caixa, para lhe dar qualquer outra forma.

Chega-nos depois à mesa uma sopa fria de beterraba com molho de iogurte (6 euros), agradavelmente fresca que nos surpreende com os pequenos pedaços de aipo e maçã verde que encontramos lá mergulhados e amendoim moído por cima. O tom colorido do prato é ainda mais preponderante, pelo facto de este ser servido em prato de esmalte branco, com rebordo azul-marinho. À medida que pegamos no prato e o inclinamos para recolher as últimas colheres, sentimos um relâmpago de nostalgia, pelo conforto e familiaridade que este recipiente nos traz.

A refeição continua para as saladas e se é dos que associa o conceito a verdes, não se orienta por aqui. É verdade que os pratos têm essa cor, mas também muitas outras que incentivam a descobrir novos paladares. O salmão marinado (em muita lima), salada de batata e tomate (9 euros) faz a combinação interessante com a espuma de caril. Mais doce é o ceviche de espadarte, puré de cherovia (delicioso!), molho de caril e coentros (12 euros).

Há outras opções de pratos almoço, que mudam todos os dias. São designadas de Tachadas do Dia e obedecem a um menu fixo diário: o Arroz de pato à Bastardo (11 euros) à segunda feira, o Bacalhau à Brás (10 euros) à terça, O Nosso cozido (12 euros) a meio da semana, Arroz de Polvo malandrinho (13 euros) à quinta-feira, a Feijoada na Púcara (12 euros) à sexta-feira, as Pataniscas com arroz de feijão e entrecosto (12 euros) ao sábado e a repetição do Cozido ao domingo.

Cada mesa tem o seu recorte, rodeada de cadeiras diferentes, sobre tapetes, também eles desencontrados no estilo. As grandes janelas, arte deco, deixam entrar a maravilhosa luz de Lisboa e temos uma visão da praça do Rossio, sempre a fervilhar de pessoas.

Finalizamos a refeição com uma sobremesa a condizer com o menu: Abacaxi, framboesa, maçã assada e crème brûlée.

O menu do dia, que inclui couvert, prato do dia, sobremesa do dia, copo de vinho da casa ou água tem um custo de 15 euros.

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