“Frágil: Até onde se vai por amor aos filhos?”

A Civilização Editora lançou recentemente Frágil, o 11º best seller da autoria de Jodi Picoult, que aborda o tema da Osteogenese Imperfeita.

“Willow nasce com Osteogenese Imperfeita, uma doença que transforma a vida da família e amigos da bebé para sempre. Mas desengane-se quem pensa que Willow é uma criança frágil e sem motivação, apesar da sua rara e grave condição, Willow é uma força da natureza, alegrando a vida de quem a conheçe.

Mas esta doença, suga todas as poupanças a família O’Keefe e Charlotte (a mãe) vê-se “obrigada” a fazer algo que nunca pensou… Charlotte ama a sua filha e não imagina a sua vida sem ela… mas e se alguém lhe tivesse dito mais cedo que Willow ia nascer assim? Teria a sua escolha sido diferente?

Charlotte, era uma ambiciosa chefe de pastelaria de uma restaurante da moda, sonhava em ter a sua própria pastelaria. Charlotte tinha uma filha de 5, Amélia, quando conheceu Sean. Sean, um polícia local apaixona-se desde logo por ela. Casam-se e sonham constituir família… Ao fim de quase 2 anos a tentar engravidar, finalmente conseguem e a sua vida não podia ser mais feliz. Até que uma ecografia por brincadeira às 27 semanas, muda tudo. Piper, a obstectra local, melhor amiga de Charlotte e sua médica, ficou tão feliz com a notícia como o casal… Mas sera que cometeu um erro? Será que podia ter avisado a sua amiga mais cedo?

Amélia, filha de Charlotte e de Sean (Amélia considerou-o seu pai), sente-se invisível e isso leva-a a entrar numa espiral de auto-destruição… Conseguiram os pais reparar nela?

Charlotte acaba por arrastar a sua melhor amiga, Piper, para um processo judicial por negligência no diagnóstico pré-natal. Ela tera que afirmar perante todos que a sua filha nunca devia ter nascido.

Abordando um tema complicado, este livro fala sobre a luta de uma mãe para poder dar à sua filha tudo aquilo que ela vai necessitar durante a sua vida.

Ao longo de 498 páginas o leitor experimenta diferentes emoções, e se por um lado fica com a certeza que é precisa muita coragem para lutar contra tudo e todos pelos filhos, também coloca a questão se existem crianças que nunca deviam ter nascido.

O objectivo da autora é  precisamente fazer com que o leitor entre melhor nas personagens e possa assim viver as situações e perceber o seu ponto de vista, por isso Jodi Picoult muda constantemente de narrador.

Uma narrativa fantástica, com personagens fortes e um processo judicial, que ganha consistência pelos bons conhecimentos médicos apresentados, o que contribui para enredar o leitor.

Por Cristina Alves

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