FESTin começa hoje no Cinema São Jorge em Lisboa

Começa hoje o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que decorre até dia 1 de Maio no cinema S. Jorge,  com o filme Lixo Extraordinário, numa edição que integra 78 produções, dos oito países de língua portuguesa, e que contempla duas secções de competição.

Para quinta-feira, dia 28, está marcado um dos pontos altos do festival, com uma homenagem ao cineasta português Manoel de Oliveira, com o baptismo da sala 1 do Cinema S. Jorge com o nome do célebre realizador português.

Procurando fomentar a reflexão sobre o contributo do cinema para o reforço dos laços que unem os oito países, o FESTin propõe também a realização de mesas-redondas “O cinema e as identidades lusófonas”, para a qual estão já confirmadas as participações do escritor angolano José Eduardo Agualusa e do sub-director da Cinemateca de Lisboa José Manuel Costa, entre outros; e “Escrito e filmado: a literatura lusófona vai ao cinema”, que contará com a presença dos escritores brasileiros Amílcar Bettega e Brisa Paim, do investigador João Ribeirete, do realizador José Farinha e do escritor guineense Tony Tcheka.

Esta edição, no entanto, destaca-se pela apresentação de vários filmes que têm a sua antestreia no nosso país, como Lixo Extraordinário (Brasil, 2010), nomeado na categoria de melhor documentário nos Óscares 2011. João Jardim, um dos realizadores, e o artista plástico Vik Muniz, cujo trabalho com catadores de lixo serviu de inspiração para o filme, estarão presentes na sessão.

Foram recebidos 180 filmes, tendo sido seleccionados para concurso 13 longas e 42 curtas-metragens, entre as quais se encontram títulos que dificilmente virão a ser incluídos nos circuitos comerciais. Às melhores longa e curta-metragem será atribuído o Troféu Nau, e um prémio dos Estúdios Quanta (empresa Brasileira), para uma co-produção com o Brasil nos valores de €5.000 e €2.500 respetivamente.

Sendo Portugal este ano o País anfitrião, recebe uma especial homenagem com a mostra desta Olhares sobre Portugal, que inclui a exibição de oito filmes que retratam diversos aspectos da história e cultura portuguesas, sendo ainda de realçar uma retrospetiva de obras de João Botelho, seleccionada pelo próprio realizador.

Os mais pequenos não foram esquecidos e para eles o programa do festival, contempla  as oficinas – Cinema de animação, dirigidas a crianças dos 8 aos 12 anos, e Os primeiros passos no cinema, para jovens dos 16 aos 21 anos, bem como uma sessão infantil, com a projeção do filme O Planeta Adormecido, dos portugueses José Manuel Abrantes, Lígia Ribeiro e Luciano Ottani.

A inclusão cultural e social nos países de língua portuguesa, não foi esquecida assim como a valorização do papel da arte, e em particular do cinema, como factor de inclusão social, o FESTin dedica o último dia da programação à Mostra Cinema para a Inclusão.

A iniciativa é uma organização da Padrão Actual, em co-produção com a Fundação Luso-Brasileira, Egeac e Cinema São Jorge e tem entrada gratuita em todas as sessões.

Texto de Margarida Vieira Louro

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