Entrudo nas Aldeias do Xisto de Góis

Nas Aldeias do Xisto de Góis volta-se a comemorar o Entrudo de forma tradicional. A diversão, que passará por enaltecer as vivências dos povos serranos, vai ter lugar na Serra da Lousã no dia 21 de Fevereiro.

Antigamente o Entrudo era vivido nesta região de forma simples: os foliões procuravam roupa e objectos velhos, algo que ocultasse o rosto e de seguida juntavam-se às brincadeiras. Nesta altura eram realizadas ‘corridas’ às aldeias vizinhas, onde se podiam pregar todo o tipo de partidas, desde declamar quadras jocosas sobre os habitantes dessas aldeias, até atormentar as velhas e seduzir as novas.

Este ano o percurso será feito, nas aldeias de Ribeira Cimeira, Póvoa da Cerceira, Esporão, Ponte Sotão e Aigra Nova (onde será também o ponto de partida, marcado para as 9h00). O percurso terá uma duração de 3h30 e terminará com um convívio, onde não vai faltar muita folia. No final haverá um almoço-convívio (carne grelhada com arroz de feijão, sopa serrana, broa e bebidas), oferecido aos participantes e visitantes assim como aos seus descendentes – a participação é gratuita até ao 100º inscrito, existindo prioridade aos participantes nas corridas, aos habitantes locais e descendentes – na Aldeia do Xisto de Aigra Nova. No final da refeição será feito, à boa maneira beirã, um bailarico e o jogo do pau com o presunto e bacalhau, iniciativa esta para a qual só existirão inscrições individuais, não podendo ser feito um trabalho de equipa.

Este evento vai na sua 6ª edição e terá uma Oficina de Construção de máscaras em cortiça, com a companhia do artesão local José Cerdiera.

Esta actividade tem organização da Lousitânea e

A organização – da responsabilidade da Lousitânea (Associação de Defesa da Serra da Lousã) – deixa o aviso a todos os participantes para levarem roupa apropriada ao entrudo tradicional, ou seja, deverão ir trajados com roupas velhas e com as mãos e rosto devidamente tapados, podendo levar também artefactos que produzam sons estridentes. No entanto, a organização “não se responsabiliza pelo que poderá acontecer aos participantes trajados à moda do Carnaval brasileiro”.

 

 

Texto de Cristina Alves

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