O Encanto Na Hora Da Descoberta. Azulejaria De Coimbra Do Século XVIII Para Ver Em Exposição No MNA

Até dia 13 de agosto é possível ver no Museu Nacional do Azulejo, na Madredeus, a exposição O Encanto Na Hora Da Descoberta. Azulejaria De Coimbra Do Século XVIII.

A mostra temporária apresenta 64 peças, na sua maioria painéis de azulejo, e peças de cerâmica tridimensional, de quase todos os artistas que trabalharam em Coimbra, e resulta de um trabalho de seis anos, de inventariação de milhares de azulejos que se encontravam no fundo antigo do Museu Nacional do Azulejo, e pretende valorizar a produção setecentista das olarias de Coimbra.

A inventariação permitiu identificar mais de setenta painéis de azulejos, dos quais se podem ver quarenta nesta mostra. Parte destes azulejos integraram a coleção do Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra o qual, em 1911, viria a transformar-se no Museu Machado de Castro.

A produção de azulejo em Coimbra começou a destacar-se com o conimbricense Agostinho de Paiva I (atv. 1695-†1734), que esteve em Lisboa trabalhando nas olarias e vindo a casar-se na capital. Regressando a Coimbra, seguiram-no outros artistas lisboetas, sendo através destes, e de outros que se lhes foram juntando, que nasceu esta original produção de azulejaria.

A produção de Coimbra, com os seus azulejos de menor dimensão que os de Lisboa, foi encarada como tendo menos qualidade, tanto do ponto de vista dos materiais empregues, como do traço ingénuo e das cores pouco luminosas.

A exposição foi inaugurada no Dia Nacional do Azulejo, que este ano se comemorou pela primeira vez no dia 6 de maio, e pode ser vista até 13 de agosto de 2017, de terça feira a domingo, das 10h00 às 18h00. Os bilhetes para o museu custam 5 euros e podem ser adquiridos no local.

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