Do Outro Lado Do Espelho Para Ver No Museu Calouste Gulbenkian

Chama-se Do Outro Lado Do Espelho e é a nova exposição temporária do Museu Calouste Gulbenkian, com curadoria de Maria Rosa Figueiredo e colaboração de Leonor Nazaré.

A mostra, que vai ficar patente ao público até dia 5 de fevereiro de 2018, “explora a presença do espelho na arte europeia sobretudo na pintura, mas também na escultura, fotografia, cinema e arte do livro”.

Do Outro Lado Do Espelho apresenta 69 obras, do século XIII à atualidade, oriundas de várias coleções privadas e públicas, de vários países da Europa, como o Museo Thyssen-Bornemisza, o Centro de Arte Reina Sofia, o Centre Pompidou, o Fitzwilliam Museum, a Tate, e os Musées de Beaux-Arts de Bordeaux e de Lille, e de museus nacionais como, o próprio Museu Calouste Gulbenkian, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu do Chiado, Museu Nacional Grão-Vasco, Casa das Histórias, Museu de Ciência da Universidade de Coimbra e de coleções como a da Caixa Geral de Depósitos ou a Coleção Berardo.

A mostra está dividida em cinco núcleos temáticos: «Quem sou eu?». O Espelho Identitário; O Espelho Alegórico; A Mulher em frente ao Espelho: a projeção do desejo; Espelhos que revelam e espelhos que mentem; O Espelho masculino: autorretratos e outras experiências; e “pretende mostrar o modo como os artistas usaram as infinitas possibilidades visuais dos espelhos e a sua capacidade para conduzir a outras dimensões, de espiritualidade, ilusão ou até de pesadelo”.

E inclui obras de James Abbott McNeill Whistler, George Romney, Jorge Varanda, Simon Vouet, Jan Sanders van Hemessen, Ana Vieira, Justus Juncker, Ambrose McEvoy, Paula Rego, Jan van Eyck,  Quentin Metsys, Eduardo Luiz e fotografias de Cecília Costa e Noé Sendas, Wladimir Lukianowitsch von Zabotin, Harold Gresley, Richard Hamilton, Daniel Blaufuk, entre outros artistas.

Segundo a curadora da exposição: “Embora a finalidade mais óbvia do espelho seja a representação fiel das aparências, refletindo uma visão coerente do mundo, muitos artistas favoreceram a ambiguidade e a fragmentação, com propósitos muitas vezes de ordem filosófica, em detrimento da representação mimética da realidade”, e é essa visão / relação que aqui se pretende mostar.

A exposição pode ser vista na Sala de Exposições Temporárias da sede da Fundação, até dia 5 de fevereiro de 2018, de quarta a segunda feira, das 10h00 às 18h00. Os bilhetes podem ser adquiridos no local e custam 5 euros para a exposição.

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