Djerba: um destino exótico aqui tão perto

Reportagem de Elsa Furtado

Apenas a três horas de viagem de avião de Lisboa, a ilha de Djerba, na Tunísia, é um destino a descobrir, com um clima bastante convidativo. Casas brancas com janelas azuis, água quente de tons azuis e verdes, palmeiras ao longo da estrada, são imagens características da paisagem desta ilha mediterrânica, conhecida pelas suas praias, mas com muitos mais segredos a descobrir.

A ilha de Djerba fica no Golfo de Gabés, no Mediterrâneo, apenas a 2,5 km do continente (africano), por aqui passaram fenícios, gregos, cartagineses, romanos, judeus, berberes, espanhóis, turcos e franceses, e até hoje são visíveis alguns dos vestígios da passagem destes povos por aqui.

A “via” romana, os monumentos de Dar el Ghoula, de Khaouy, Ghardaya, Meninix, e Lella Hadhrya, são disso exemplo. No Museu de Houmet Essouk pode-se também ver alguns dos achados arqueológicos recolhidos por toda a ilha, e conhecer um pouco da história de Djerba.

Com uma cultura muito rica, pode-se também aprender um pouco sobre o povo e as tradições da ilha numa visita ao Museu de Guellalla, os rituais de casamento, da passagem da idade jovem à idade adulta, do dia-a-dia, às características de cada profissão estão aqui representados.

A produção do azeite, a pesca e a apanha das tâmaras e são tabém algumas das actividades da economia local ainda praticadas, tal como a produção de cerâmica, uma das actividades principais e cujo fabrico ocupa quase toda a população da aldeia de Guellalla, sendo depois vendida em toda a ilha e em toda a Tunísia.

Tajires, pratos, candeeiros, incensórios, porta-velas, peças-decorativas de cor laranja, azul ou branca são disso exemplo e muito apreciadas pelos turistas.

Já a produção têxtil fica em Houmet Essouk, noutra parte da ilha, é aqui que ficam a maioria dos ateliers e das fábricas de tecelagem de Djerba. Na zona central da cidade destacam-se os mercados (os souks), fechados e ao ar livre e também as várias lojas de preço fixo.

Nos mercados (souks) o artesanato é o mais procurado. Cerâmica, mantas, túnicas, peças de couro (malas, blusões ou sapatos) e até peças de ourivesaria (aqui muito trabalhada e vendida ao peso, tanto a prata como o ouro) são dos produtos mais procurados, mas as especiarias também não ficam atrás, com a canela, a menta e o açafrão em evidência (ao peso ou já embaladas).

A maioria dos comerciantes são muçulmanos (regatear preços faz parte da cultura local), mas também há muitos comerciantes judeus, uma realidade invulgar numa cidade muçulmana, também ilustrada pela existência da sinagoga de La Ghriba, datada do século VI, a mais antiga localizada na África muçulmana.

Do mesmo complexo faz parte o Foundouk El Ghriba, o alojamento destinado aos peregrinos que vêm até à Sinagoga e que às vezes também aluga quartos a turistas. Pela cidade existem também várias mesquistas, e uma igreja cristã, exemplo do mosaico cultural e religioso da cidade.

A moderna Djerba tem vários restaurantes espalhados por toda a cidade, uns mais típicos e outros mais turísticos, mas a comida internacional também marca presença, especialmente nos restaurantes dos hotéis.

Outra característica da moderna Djerba é a existência de centros de thalossoterapia, spas e resorts, dotados de todas as comodidades e luxos, tão apreciados nos tempos actuais.

Numa semana em Djerba pode-se descansar na praia, andar de camelo no deserto, ou fazer um passeio de moto 4, visitar museus, a sinagoga, os mercados, e as ruas da cidade, numa mistura equilibrada de cultura e lazer, ou para quem preferir, um dia no Spa, com direito a massagens e vários tratamentos à base de inúmeras variedades de óleos.

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1 Comentário

  1. O destino é lindíssimo, só é pena esse aldrabão do operador Beautyvillage tour com as suas trafulhices. Atenção pessoal cuidado com estes tipos. Este operador não é de confiança.

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