Dias da Música do CCB é dedicado à música da Europa ao Novo Mundo

Da Europa ao Novo Mundo 1883-1945 é o tema da edição deste ano do Dias da Música, que decorre no CCB, em Lisboa, nos dias 15, 16 e 17 de Abril.

Na conferência de imprensa de apresentação do festival, António Mega Ferreira, responsável pela programação do CCB, explicou esta escolha, dizendo que “Este foi um período de grande profusão musical, a morte de Wagner em 1883 marca a linha temporal de desenvolvimento da música no mundo ocidental”.

Também Miguel Leal Coelho, do pelouro da cultura do CCB, acentuou que “Estes 60 anos são de uma imensa riqueza, marcados por uma diversidade de estilos, com um manancial de escolhas possíveis”.

A edição deste ano vai contar com algumas estreias como é o caso da Orquestra Filarmónica de Brno e do Quinteto à-vent-garde, entre outros. Além dos 65 concertos disponíveis em sete salas irá existir Música Livre nos espaços de circulação com recitais por alunos e professores de música convidados; Pianos Avulsos, que vai permitir ouvir pequenas peças; Aqui Há Conversas Com…encontros informais entre o público e os artistas e uma MasterClass com a Big Band Junior.

Francisco Sassetti, assessor de programação do CCB, partilha da importância e riqueza musical deste período e realça o equilíbrio entre a proveniência dos compositores, Escandinávia, Portugal, América do Sul, América do Norte, Segunda Escola de Viena. É o primeiro ano que o concerto inaugural é com a obra de um compositor português – Luís de Freitas Branco com “Paraísos Artificiais”.

Outra novidade deste ano é que a sala Almada Negreiros vai ter dois pianos, para permitir a audição de duetos ao piano, devido à qualidade dos duetos existentes e ao vastíssimo reportório.

Como é um festival de “janelas abertas” para outros géneros musicais vai poder ouvir-se jazz, blues, rag time, tango, swing, Dixie Gand ou jazz de Nova Orleães, fado em recital de guitarra e música erudita de Java (Indonésia). Foram concebidos seis itinerários para ajudar na selecção dos concertos – Mal-amados, Diversidade, Da Europa, Espírito Livre, Modernistas e Do Novo Mundo.

António Mega Ferreira destacou do vasto programa o concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, sob direcção musical de Julia Jones, a interpretarem Maurice Ravel, com Daphnis et Chloé, no dia 16.

A par desta programação existe um programa vocacionado para o público infantil, apresentado por Madalena Wallenstein, desenvolvido pelo CCB-Fábrica das Artes, já que neste período os direitos das crianças emergem, das descobertas de Freud e da psicanálise, do desenvolvimento da escola e das teorias da pedagogia de Piaget. Os espectáculos criados são O Pedro e o Lobo e A Minha Mãe Ganso. Existem ainda oficinas de música, clube de jazz para miúdos, O Carnaval dos Animais e Conversas com Músicas.

Os bilhetes variam entre 3,50 euros (bilhete de recinto), 4,50 euros (sala Amália Rodrigues), 6,50 euros (restantes salas, Pequeno Auditório e Fábrica das Artes), 8,50 euros (Grande Auditório. As galerias são a 5,50 euros), 10 euros (concerto de encerramento) e 5 euros para as galerias.

Existe ainda um serviço de babysitting, para as crianças dos 0 aos 6 anos, taxado a 1 euro/hora.

Por Clara Inácio
Fotos CCB

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