Delta Tejo termina em ambiente de “carnaval baiano”

Um público muito animado, sem vontade de parar de dançar foi o resultado final de três dias de festival Delta Tejo, no Alto da Ajuda, organizado pela Delta Cafés e pela Música no Coração.

Depois da presença do alemão Patrice, que levou ao recinto centenas de jovens e da surpresa quente de Martinho da Vila, a noite mais concorrida foi mesmo a de sábado.

Numa noite, em que as mulheres foram protagonistas e o português foi a base comum, a grande estrela foi mesmo Mariza.
À sua espera estavam milhares de fãs, de variadíssimas idades, que com ela cantaram, dançaram e bateram palmas.
Do novíssimo “Rosa Branca”, que a artista repetiu no final da sua actuação, à morna que partilhou com o Caboverdiano Tito Paris, ao sentido “Ó Gente da Minha Terra”, Mariza mostrou alegria, brincou com o público e encantou quem esperou por ela e não arredou pé até à meia-noite.
A sua passagem pela Ajuda, muito bem acompanhada à viola e à guitarra, com destaque para o jovem Ângelo Freire, foi um dos pontos altos do festival, pelo menos para os portugueses.

Entre os artistas brasileiros que passaram pela Ajuda, depois de Adriana Calcanhoto e “Fico Assim Sem Você…”, o ponto alto foi a actuação dos Chiclete com Banana, pela primeira vez em Portugal, que actuaram no domingo e que levaram a uma verdadeira peregrinação de brasileiros a esta zona da cidade.

Eles começaram a fazer a festa ainda antes das portas abrirem, depois no recinto, cantaram, dançaram, pularam, dominaram o ambiente, tudo em jeito de matar saudades, da sua distante terra natal, parecia um autêntico carnaval baiano, a área à volta do palco Delta.

Muito popular foi também o “Delta Jump”, um sistema móvel que permitia saltos livres de cerca de 60 metros de altura e cujos candidatos não paravam de surgir.

Um festival muito animado, onde não faltaram as barraquinhas de feira “do Sapo”, as preocupações ambientais, o saloio pão com chouriço ou a popular fartura, sempre acompanhados de um bom café … Delta.

Agora, para mais boa música e bom café só nos resta esperar para o ano.

Por Elsa Furtado

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