Delta Tejo: primeiro dia arrancou com 17 000 pessoas

Texto de Elsa Furtado
Fotos de Sara Santos e Francisco Lourenço

Em dia de Brasil-Holanda, as portas no Alto da Ajuda abriram mais cedo, para mais uma edição do Festival Delta Tejo dedicado aos países produtores de café, uma parceria da Delta Cafés com a Produtora Música no Coração, que contou no primeiro dia com 17 000 pessoas (segundo a organização).

No primeiro dia do festival, aquele que é sempre o mais fraco, o recinto demorou a encher, só mesmo com o cair da noite é que o espaço ficou composto de festivaleiros.

Até à hora do primeiro concerto, a roda gigante, o Bungee Becks, a montanha russa, o Lounge Delta Q, as barraquinhas dos parceiros tentaram animar e distrair os visitantes.

O primeiro concerto começou pouco depois das 19h30, com Emmy Curl, no Palco Jogos Santa Casa. Embora ainda com pouco público, a jovem cantora não esmoreceu e foi animada que cantou temas como “Tell Me”, “No Moon”, “Sailor” ou “Like The Rain”.

Passava pouco depois das 20h00, quando os Natiruts subiram ao Palco Delta e começaram a animar as hostes, com o seu reggae com sotaque açucarado,  e foi com sotaque que a noite continuou no Palco Santa Casa, com a Roda de Choro de Lisboa, quase ao bater das 21h00.

No recinto a multidão já se começava a notar, e as filas para a roda gigante também, ao fim ao cabo, a vista do Alto da Ajuda sobre o Tejo é uma das mais bonitas de Lisboa.

Mas um dos momentos mais esperados do primeiro dia estava a chegar, com a actuação do brasileiro Carlinhos Brown. Durante cerca de uma hora o músico pôs os festivaleiros a dançar e a cantar, ao som de temas como “Carnavália – Pandeiro”, “Maria Caipirinha”, “Faraó”, “Alegria Original”, “Ginga de Balé”, “Magalenha” e “Já Sei Namorar” e não decepcionou quem foi até ao Delta para o ver actuar.

No Palco Jogos Santa Casa a noite terminou com os Nação Zumbi, que subiram ao palco perto das 22h25, naquele que foi o concerto mais animado desta zona do festival.

E ainda os Nação Zumbi actuavam, já os Buraka Som Sistema actuavam no Palco Delta, para aquele que foi considerado o grande concerto da noite. “Sound of Kuduro”, “Kalemba”, “Aqui Pra Você”, “Yah”, e “A Filha do General” foram alguns dos temas que a banda da Buraca interpretou.

Com um público animado e a banda em alta, as restantes actuações da noite sofreram algum atraso. A conversão do Palco Santa Casa para o Beck’stage aconteceu cerca da 00h30, com a actuação dos Expensive Soul. Pouco tempo depois foi a vez do Jamaicano Shaggy subir ao Palco Delta, com uma actuação animada, mas o público ao rubro estava mesmo era no palco de cima, com o vocalista dos Expensive Soul em tronco nú, a abanar a camisa no ar e a incentivar o público a fazer o mesmo ao som de “Salta Salta”.

Momentos depois, “Sexy Lady” já se ouvia no palco Delta, a dar o aviso que o fim do concerto se aproximava. “Feel This Rush”, e “Bam Bam” fecharam o encore, que contou com a ajuda do público

O encerramento deu-se com os Nusoul Family, num tom bastante eléctrico e animado, cheio de boas vibrações.Virgul e de Dino cantaram temas como “I Will Survive”, “People” e “Money”, um habituée nos seus concertos, que gerou grande animação e participação do público.

De destacar a forte influência brasileira nas actuações do primeiro dia, que levou a constantes migrações dos festivaleiros entre os dois palcos, neste primeiro dia de festival.  No final da noite não apetecia mesmo nada ir embora.

Hoje é o tradicional dia dedicado às mulheres e aquele em que se espera a maior enchente dos três dias de festival, com destaque para a actuação de Ana Moura. O veredicto chega daqui a pouco no Alto da Ajuda.

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