Dead Combo lançam Lisboa Mulata e apresentam disco ao vivo

Três anos depois de lançarem Lusitana Playboys, os Dead Combo regressam ao mercado musical com um novo disco de originais. Lisboa Mulata é o título do quarto álbum e também dá o nome a uma das 11 canções que o compõem. Mais uma vez, o duo lisboeta volta a surpreender através de uma sonoridade mais aberta e com ritmos mais quentes, sempre influênciados pelo fado, pelo rock, pelas bandas sonoras dos westerns, bem como pelas músicas da América do Sul e de África.

Os Dead Combo começaram por ser apenas dois: Tó Trips, o homem da cartola e de guitarra em punho, e Pedro Gonçalves, de contrabaixo na mão. À medida que os anos foram passando receberam mais e mais convidados e no último ano vimo-los recorrentemente acompanhados pela Royal Orquestra das Caveiras. Desta vez, para além da presença já habitual do baterista Alexandre Frazão e do guitarrista norte-americano Marc Ribot, os Dead Combo contaram também com a ajuda de Camané e Sérgio Godinho no único tema que junta a voz aos instrumentos – “Ouvi o Texto Muito ao Longe”.

Gravado com uma guitarra ‘Mulata’, de 1969 – um modelo fabricado em Coimbra entre os anos 50 e 60 – o modelo acabou por dar nome ao álbum e a um dos temas. Para além da música “Lisboa Mulata”, o álbum inclui nomes tão sugestivos como “Cachupa Man”, “Anadamastor” (homenagem à Ana, dona do café Adamastor), “Blues da Tanga”, “Marchinha de Stº António Descambado” e “Morninha do Inferno”.

Entretanto, os Dead Combos já estão também na estrada com uma tournée nacional e internacional de apresentação deste novo trabalho. Depois de se apresentarem hoje (dia 14) no Hard Club do Porto, o grupo irá participar amanhã (dia 15) no Festival Sintra Misty, que está a decorrer no Centro Cultural Olga Cadaval, e antes de se apresentar no próximo fim-de-semana (dia 22) no Theatro Circo em Braga, ainda fará esta semana uma incursão pelos palcos de Praga, na República Checa, e por Bucareste, na Roménia, onde vão marcar presença nos dias 19 e 20, respectivamente.

 Texto de Cristina Alves

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