Colagens de Robert Motherwell em exposição no Guggenheim de Veneza

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

 

guggenheim_01Robert Motherwell: Early Collages é a exposição temporária que pode ser vista no museu Coleção Peggy Guggenheim, em Veneza, até ao dia 8 de setembro de 2013. Com curadoria de Susan Davidson, a exposição apresenta os primeiros trabalhos de colagem produzidos por Robert Motherwell (Aberdeen, Washington 1915 – Cape Cod, Massachusetts 1991), uma das principais figuras do movimento expressionista americano. Estes trabalhos foram desenvolvidos durante a primeira década da sua carreira (1941 a 1951).

Com 44 obras oriundas de museus e coleções particulares de toda a Europa e EUA, esta exposição é também uma homenagem a Peggy Guggenheim. A amizade que os uniu, mas também o estímulo e investimento da colecionadora no artista americano, fez com que isso, de alguma forma, ficasse bastante presente nos seus primeiros trabalhos. Com o apoio de Peggy, os primeiros trabalhos de Motherwell foram apresentados em grandes exposições de colagens nos Estados Unidos. Os seus trabalhos chegaram a ser exibidos ao lado de outros artistas europeus que estavam a trabalham com a mesma forma de expressão: Henri Matisse, Pablo Picasso and Kurt Schwitters.

Big Head – Column (2013), do artista alemão Stephan Balkenhol é a outra peça em exibição temporária que pode ser vista, até ao dia 16 de setembro, no cais no museu. Trata-se de uma escultura em madeira, de grandes dimensões. Stephan Balkenhol desenvolve, há duas décadas, trabalhos esculpidos em madeira, numa resposta à corrente abstrata, minimalista e concetual. As suas figuras, diminutas ou colossais são esculpidas em troncos individuais de madeira, colocando o artista próximo de uma tradição que remonta ao período da Idade Média.

 

O Palazzo Venier dei Leoni, numa das margens do Gran Canal de Veneza é a sede da Coleção Peggy Guggenheim, um museu de arte contemporânea criado pela herdeira americana. No palácio onde viveu, podem hoje ser admiradas obras de Picasso, Magritte, Dalí, Chagall, Pollock ou Calder, entre outros, naquela que é considerada umas das mais significativas mostras de arte contemporânea em Itália.

O museu recebe também, temporariamente, outras coleções. De momento, é possível ver a Coleção Gianni Mattioli que atravessa o Futurismo italiano com peças de Boccioni, Carrà, Russolo, Balla, Severini, Sironi, Soffici, Rosai ou Depero.

Desde outubro de 2012, passaram a fazer parte da Coleção Peggy Guggenheim, oitenta impressionantes obras de arte europeia e americana do período pós 2ª Guerra Mundial da colecionadora americana Hannelore B. Schulhof e do seu marido Rudolph B. Schulhof. Desta coleção fazem parte peças de nomes consagrados como Afro, Burri, Capogrossi, de Kooning, Dubuffet, Rothko, Oldenburg, Stella, Twombly, Warhol, Kapoor.

A ligação entre todos estes espaços é o jardim, que é, também ele, uma galeria de arte, com esculturas e instalações de Arp, Duchamp-Villon, Ernst, Giacometti, Holzer, Minguzzi, Mirko, Merz, Moore, Ono, Richier entre outros.

A Coleção Peggy Guggenheim em Veneza  está aberta ao público diariamente, entre as 10h00 e as 18h00. Encerra às terças-feiras. Os bilhetes normais custam 14 euros, havendo descontos para pessoas com idade superior a 65 anos ou estudantes com menos de 26 anos. Às crianças até aos 10 anos não é cobrada entrada.

Deixar uma resposta