Coimbra: Feira Medieval assinala 20 anos de existência

Dança, artesãos, 15 grupos de teatro, malabaristas, dois grupos de saltimbancos, ilusionistas, fantoches e oito grupos de música vão animar o Largo da Sé Velha.

Este ano, a 20.ª reconstituição da Feira Medieval de Coimbra, considerada a mais antiga e rigorosa recriação da época, realiza-se no dia 11 de Junho, entre as 9h00 e as 19h00, com o centro histórico da cidade a reviver o ambiente da Idade Média, através da comercialização de produtos (aves, azeite, azeitonas, caça, carne de porco, cereais, enchidos, frutos secos, mel, ovos, pão, peixe, sacos de pano, sal, sopa de legumes, utensílios de madeira, de barro, tecelagem, cestaria, latoaria e jóias), de vários momentos de animação e da aproximação de figuras e quadros típicos de artes e ofícios da época.

Além dos 15 grupos amadores de teatro trajados à época, o almocreve, o bobo e o mendigo e profeta “Baziulius” também marcarão presença no Largo da Sé Velha, que receberá as tendas do “barveiro”, do “tabelião das notas”, do ferrador, das velas, de artefactos de lã, do ourives, de artefactos de feltro em pura lã, das vassouras de painço, das grinaldas, das delícias do convento, de peles e da regueifa de Santa Maria. O trabalho ao vivo dos artesãos, entre os quais o cesteiro, a tapeçaria de Almalaguês em tear, os barros, o artesão de ferro (forja artística) e as esteiras do Paul de Arzila, entram, também, na reconstituição da 20.ª Feira Medieval de Coimbra.

Nos dias que antecedem a feira, organizada pela agência de Coimbra da Fundação Inatel, Turismo de Coimbra e Associação para o Desenvolvimento e Defesa da Alta de Coimbra, pregoeiros anunciarão na cidade a realização da iniciativa, que, a exemplo de 2010, terá um programa de animação complementar, com actividades a decorrerem antes e depois da Feira Medieval em vários espaços da cidade de Coimbra. Este ano, o programa (entre 9 e 12 de Junho) integra a recriação de um acampamento castrense militar, o mercado das três culturas (cristã, árabe e judaica), a funcionarem entre o rossio de Santa Clara e a praça da Canção, bem como um conjunto de espectáculos de teatro e música sempre de inspiração medieval, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Praça 8 de Maio e Café Santa Cruz.

Destaque, ainda, para os concertos de música moçárabe e sefardita, bem como para a recriação da entrega do Foral de Coimbra, que decorrerá num percurso entre o acampamento castrense e a praça de 8 de Maio.

Apenas as visitas narradas ao acampamento são pagas (um euro), tal como o espectáculo de música moçárabe, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, cujas entradas foram fixadas em cinco euros. Todas as restantes iniciativas são de entrada livre.

Tradição é também a missa na Igreja da Sé Velha, que terá lugar pelas 09h00, com canto gregoriano, pelo Grupo Vozes Brancas da Academia Martiniana. Às 10h00 decorrerá a bênção e leitura da Carta da Feira. Pelas 15h00, o monsenhor João Evangelista fará uma visita guiada ao Claustro da Sé Velha, com uma pequena cerimónia junto à “Oliveira Milenar”.

Segundo a organização, são esperados “mais de 40 mil visitantes” na feira, onde estarão envolvidos “muito perto de 500 participantes”.

O condicionamento de trânsito e estacionamento no Largo da Sé Velha, zonas limítrofes e respectivos acessos acontecerá entre as 12h00 de 10 de Junho e as 19h00 de 11 de Junho. No dia da feira, a  linha azul do Pantufinhas (mini autocarro movido a energia limpa) será gratuita.

 

 

Texto de Cristina Alves

 

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