Cinema Nimas, em Lisboa, renova-se com programação culturalmente diversificada

O Cinema Nimas pretende fazer de 2012 um novo marco na sua história. O Wake up Nimas!, agendado para hoje, dia 23, será o primeiro evento desta nova vida, que pretende revitalizar um espaço emblemático da vida cultural e cinematográfica de Lisboa.

O Wake up Nimas! vai reunir diversos artistas que pretendem demonstrar o apoio ao novo projecto da Medeia, entre eles João Botelho (vai apresentar os seus trabalhos sobre Carminho), os A Jigsaw (vão musicar ao vivo o filme de António Ferreira, Respirar [Debaixo D´Água]), e os Noiserv (apresentam com Paulo Dias o projecto Sessão Dupla). A noite termina com os Pinto Ferreira e Samuel Úria, que vão animar a área lounge do Espaço Nimas.

Este novo projecto pretende transformar o Nimas numa verdadeira “casa do cinema”, mas também vai apresentar “uma programação transversal e em diálogo com outras artes (música, performance, literatura…) e saberes (programadores, teóricos, críticos…), proporcionando uma oferta alargada e de qualidade que possa facultar ao nosso publico uma experiencia directa e participativa dos conteúdos propostos”, esclarece um comunicado, que revela que o espaço vai receber nos próximos tempos alguns dos eventos culturais do país, como o APORDOC, Queer Lisboa, Moda Lisboa e o Ncreatures. Segundo o comunicado, “o espaço Nimas será um criativo open space onde conteúdos de qualidade e interesse se podem associar com o objectivo de criar uma programação única capaz de fidelizar público”.

No dia 30 de janeiro acontece o Nimas Convida, concretamente com a realizadora de cinema documental Susana de Sousa Dias (João Salaviza e Gonçalo Tocha são os próximos).

Em fevereiro decorre o Vamos ao Nimas!, “uma homenagem aos primeiros anos de programação do Cinema Nimas (1975/1985) com a projecção de alguns dos títulos que mais marcaram a memória dos espectadores naquela época”, clássicos do Nimas como Chove em Santiago, de Helvio Soto, Não Toques na Mulher Branca, de Marco Ferreri, e As Horas de Maria, de António de Macedo.

Texto de Cristina Alves
Fotos gentilmente cedidas pela organização.

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