Cerca de 3000 pessoas passaram pelo Belém Art Fest este fim-de-semana

Reportagem de Elsa Furtado e Francisco Padrão Mota (fotos)

13-belem_art_fest_2013_20Durante duas noites, o Belém Art Fest recebeu cerca de 3000 vistantes, que visitaram os quatro museus aderentes desta segunda edição da iniciativa, que mais uma vez veio provar que os portugueses até visitam museus … e à noite, quando têm essa possibilidade.

Com mais um dia que na edição passada, e com novas adesões – o Museu da Presidência da República e o Museu Colecção Berardo, o festival cultural da zona de Belém revelou-se um verdadeiro sucesso, com as ruas cheias de vistantes, que transitavam de museu em museu, para ver as colecções dos espaços e os músicos que participaram nesta edição.

As portas abriram pelas 19h00, e em alguns dos espaços, continuavam com visitantes depois da meia-noite. Sexta-feira foi dia de Frankie Chavez encher o Museu Nacional de Arqueologia com uma mistura de blues, rock e folk, Mariana Norton e Beatriz Pessoa, que trouxeram consigo os sons do Jazz e do blues.

04-belem_art_fest_2013_7Do outro lado do passeio, no Museu Coleção Berardo, decorreu o concurso MOV Curtas, onde foi apresentada a curta convidada BREU, de Jerónimo Rocha e algumas curtas a concurso e a música esteve a cargo de João Taborda, The Loafing e Legendary Tigerman em formato DJ.

Pelo Museu Nacional dos Coches passaram os Gospel Collective, num ambiente um pouco diferente do habitual. Já o vizinho Museu da Presidência da República recebeu o Combo Alunos da Escola Interartes que interpretou uma variedade de temas de Jazz e a fadista Helena Sarmentoa, que apresentou o seu último trabalho Fado dos Dias Assim.

Durante as duas noites do festival, os visitantes puderam ainda ver neste espaço museológico a intervenção artística de Sara Maia, Não há pão comam bolos, um painel de colagens de elementos portugueses com uma visão irónica, aqui colocada propositadamente para o Festival, e nos jardins foi possível visitar a exposição temporárioa Vai ser Arte: 70 anos de arte contemporânea, uma mostra de cartões originais para tapeçaria de Portalegre de artistas como Almada Negreiros, Maria Keil, Nadir Afonso, Manuel Cargaleiro, Le Corbusier, Mathieu Matégot, Malangatana, Camarinha, Eduardo Nery, Graça Morais e muitos outros.

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Sábado foi a vez de ouvir Thomas Anahory, Selma Uamusse e Márcia no Museu Nacional de Arqueologia, e no Museu Nacional dos Coches, Pedro Moutinho e as convidadas Teresa Câmara e Teresinha Landeiro.

No Museu da Presidência da República, os Poetas Perdidos, deram música , numa mistura de influências indie-folk, seguidos do jazz de Cicero Lee Grupo.

E no Museu Colecção Berardo foi a vez dos Andycode, numa apresentação que juntou a electrónica com o rock alternativo e post-rock.  Terminando a noite em festa com o DJ Nuno Calado, da Antena 3.

Complementaram a programação workshops de maquiagem, de artesanato urbano e um de baristas.

 

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