Carminho e Milton Nascimento esgotaram o Espaço Brasil este fim-de-semana

010213-15-CHPor Sara Matos

“Vão ver o maior músico brasileiro, a essência da música brasileira. Milton é o maior!” O mote foi lançado por um entusiasmado brasileiro, enquanto a sala esgotada do Espaço Brasil, na LX Factory enchia. O concerto, que celebrou o ano do Brasil em Portugal, juntou Carminho, nome incontornável do novo fado português, e o brasileiro Milton Nascimento em dois concertos, nos dias 1 e 2 de fevereiro.

Carminho subiu ao palco sozinha, abrindo o concerto com alguns temas do seu último álbum, “Alma”, “Lágrimas do Céu”, “Bom dia Amor”, não esquecendo o poema de Vinicius de Moraes, “Saudades do Brasil em Portugal”, mas também o “Escrevi o teu Nome ao Vento”, do álbum anterior. Milton juntou-se a ela e juntos começaram por cantar um fado, “As Pedras da Minha Rua”, que viriam a repetir no fim do concerto. “Rosinha dos Limões”, “Cais”, “Encontros e Despedidas”, “Nada Será Como Antes”, foram alguns dos temas que fizeram vibrar a plateia.

O palco ficou então para Milton Nascimento que, a solo, cantou, entre outros, “Clube da Esquina nº2”, “Caçador de Mim”, e “Canção da América” – “a música para celebrar a amizade”, como ele próprio a definiu – o público cantou e aplaudiu. Bem-diposto, confidenciou à audiência que a noite foi a sua grande escola e que aos 14 anos já tocava em boates.

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Mas a plateia quis mais do encontro entre a cultura portuguesa e brasileira e Carminho voltou ao palco para partilhar um fado com o cantor. Milton arriscou dizer que tinham de cantar sempre juntos, antes de terminarem o dueto com Maria Maria.

Milton, de 70 anos, foi muito acarinhado por uma sala esgotada e correspondeu às expectativas, mostrando ser o grande músico brasileiro que esperávamos ver, Carminho, que continua a orgulhar os portugueses e a encantar o mundo, tem nos próximos dias concertos agendados no Brasil e até estará na abertura do Carnaval, no Recife.

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