Blue Man Group trazem música, risos e irreverência ao Casino de Lisboa

Os Blue Man Group estreiam ao vivo a 19 de Março em Portugal, no auditório dos Oceanos, no Casino de Lisboa, com o espectáculo How to be a MegaStar Tour 2.1.bm1

Mais do que um grupo, os Blue Man são uma organização composta por vários trios com espectáculos residentes em Nova Iorque, Bóston, Chicago, Las Vegas, Orlando, Tóquio e Berlim, estando também actualmente em digressão mundial que os vai levar a seguir ao Reino Unido.

O espectáculo tem como protagonistas três homens azuis, vestidos confortavelmente de preto, que contam com o apoio de diversos músicos, sendo a interacção com o público constante e a chave para o êxito.

O inesperado acontece a todos os mobmg10_1024-768mentos, como por exemplo um dos protagonistas ir ter com um dos espectadores, tirar-lhe a carteira e “utilizar” um cartão de crédito para obter o desejado manual de instruções para ser uma mega-estrela, uma forma subversiva de ridicularizar a indústria do entretenimento e que constitui a “história central” do espectáculo.

Inserir o espectáculo na categoria de música seria no mínimo redutor, já que os três protagonistas além de músicos que extraem sons dos mais diferentes objectos como canas ou tubos, e que utilizam instrumentos, mais ou menos comuns, de forma pouco convencional, são actores e mimos.

Durante todo o espectáculo a expressão facial dos três homens não muda e mantém-se mudos, mas isso não os impede de arrancarem gargalhadas ao público, sem recorrerem à palhaçada, basta para tal recorrerem a mublue-man_1previewita criatividade, tinta, quilómetros de papel, flocos de cereais, marshmellows ou outros produtos pouco habituais em espectáculos.

Os portugueses poderão ver os Blue Man utilizar todos estes produtos em Lisboa, já que os espectáculos podem ser diferentes de cidade para cidade.

O público é parte fulcral do êxito e será participante de grande parte das “actividades”. O vértice de ligação entre os protagonistas e a plateia é um narrador e um placard que vai dando “ordens”, tanto ao grupo como ao público.

É no mínimo, um espectáculo que é um exemplo de irreverência, que não deixa ninguém indiferente.

por Antónia Barroso

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